Riquezas humanas, vocacionais e naturais do Pará atraem japoneses

01/06/2015 16h28
Por Redação - Agência PA (SECOM)

A força e as potencialidades do agronegócio, a área de logística e as riquezas naturais paraenses chamaram a atenção de empresários japoneses, que estiveram em Belém na última semana para conhecer a economia regional. Além da capital paraense, eles estiveram em Tomé-Açu e Barcarena, com o propósito de identificar novas possibilidades de investimentos no Pará.

“Queremos ajudar outras novas empresas a investirem no Pará através de financiamentos’’, disse o representante do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), instituição financeira pública do governo do Japão voltada à cooperação internacional, Eisuke Misawa, logo após ouvir, atentamente, a fala do governador Simão Jatene, ao lado de outros 30 executivos asiáticos, na tarde da última sexta-feira, 29, no Palácio dos Despachos 'Benedicto Wilfredo Monteiro'.

Eisuke Misawa disse que o JBIC concentra suas atividades no apoio às empresas japonesas que queiram investir em outros países e afirmou ter ficado impactado positivamente com a forte presença da comunidade nipo-brasileira no Pará, em especial em Tomé Açu, onde a comitiva visitou a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé- Açu (Camta), produtora de polpa de frutas regionais, naquele município do nordeste paraense, no primeiro dia de sua estada em Belém, 27.

“Como disse o governador do Pará, não se trata apenas de investimentos financeiros. Senti que há uma grande expectativa do Pará para que nós possamos contribuir juntos, Japão e Pará, para um mundo melhor, pois os desafios aqui, como falou o governador, são muitos, mas essa mensagem me pareceu muito forte e devemos pensar seriamente nela’’, reiterou Misawa.

O agronegócio paraense também chamou a atenção de Koji Hosoya, representante da Nippon Express do Brasil, que atua no ramo de logística com transportes internacionais por vias aéreas e marítimas, além de despachos aduaneiros, isto é, o conglomerado viabiliza também os tramites de mercadorias de exportação e importação. O Grupo tem escritório – sede em São Paulo.

“Enquanto exportadores, estamos avaliando que o principal exportador de frutas do Brasil deve ser o Pará. Então, a gente veio aqui sim para prospectar esse potencial. No Brasil, ainda predomina a exportação de produtos primários, a exemplo da soja e recursos minerais, mas nós queremos ganhar competitividade com as frutas. E, neste sentido, se decidirmos, vamos buscar a parceria do Governo do Pará para atuarmos juntos, aqui’’, assegurou Koji Hosoya, da Nippon Experess do Brasil.

Na região Norte, a Nippon tem escritório representativo em Manaus, mas o Grupo quer transferi-lo para Belém. “Queremos ter uma presença física em Belém e para isso teremos de contar com os incentivos do Governo Estadual’, observou Koji Hosoya.

Desenvolvimento - Diretor Presidente da Jetro São Paulo, órgão japonês cuja finalidade é promover os investimentos e o comércio exterior do Japão e, que contribuiu com a vinda da missão ao Pará, Yasushiro Ishida afirmou que o açaí é um dos grandes destaques nos mercados do Japão e Estados Unidos. Ele garantiu que a Jetro está determinada a atrair novas indústrias para o território paraense, a fim de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Pará. “É muito importante envolver as pessoas locais nos processos industriais. O Pará é rico, mas tem ainda muito a fazer na distribuição dessa riqueza e da melhoria da renda de quem mora aqui’’, afirmou Yasushiro Ishida.

“Nossa intenção maior é a verticalização, não à toa, os últimos quatro projetos de lei de incentivos fiscais assinados pelo governador Jatene priorizam os benefícios para quem agregar valor à sua produção com sustentabilidade e verticalização da cadeia produtiva de seu ramo em solo paraense. Queremos contribuir sim com o crescimento do Brasil, temos excelência em recursos naturais, mas precisamos agregar valor à essa riqueza’’, defendeu o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki.