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Semas fortalece agenda de restauração florestal durante oficina integrada em Belém

Encontro reuniu representantes do governo, setor produtivo, instituições financeiras e sociedade civil para discutir estratégias de recuperação da vegetação nativa no Pará

Por Jamille Leão (SEMAS)
08/05/2026 21h15

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) participou, nesta semana, em Belém, da Oficina de Integração de Territórios da Restauração, realizada em parceria com representantes do governo federal, instituições financeiras, organizações da sociedade civil, pesquisadores, empresas e atores locais. O encontro debateu estratégias para fortalecer a recuperação da vegetação nativa no Pará, com foco na integração entre políticas públicas, financiamento e ações territoriais.

A programação contou com mesas temáticas, debates e dinâmicas colaborativas voltadas à construção de soluções para ampliar a escala da restauração florestal, fortalecer cadeias produtivas e atrair investimentos para o setor. Entre os principais temas discutidos estiveram os arranjos territoriais de implementação, a integração entre iniciativas federais, estaduais e regionais e a consolidação de compromissos conjuntos para os próximos anos.

A secretária adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, destacou que a restauração da vegetação nativa é uma agenda estratégica para o Estado e exige articulação entre diferentes setores.

“É uma agenda extremamente relevante, mas também muito desafiadora. A restauração exige planejamento, articulação e financiamento adequado para ocorrer em escala. Precisamos construir soluções estratégicas e integradas, entendendo os gargalos existentes e valorizando os benefícios que essa agenda pode gerar para o clima e para o desenvolvimento sustentável dos territórios”, afirmou.

Integração e investimentos

O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Thiago Belote, ressaltou a importância da atuação integrada entre os diferentes níveis de governo e instituições para garantir efetividade às ações de recuperação ambiental.

“A restauração é uma agenda multissetorial, multiescalar e federativa. Trabalhar de forma integrada entre governo federal, estadual, municípios e parceiros é a maneira mais eficiente de gerar impacto nos territórios. Estamos qualificando informações desses territórios prioritários para entender o grau de maturidade de cada um e preparar estratégias de captação de recursos e atração de investimentos para ampliar a restauração no Pará”, explicou.

Durante a oficina, a Semas apresentou ações desenvolvidas no âmbito do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA), incluindo iniciativas de planejamento espacial, priorização de áreas aptas para restauração e mecanismos de conexão entre produtores, cooperativas, viveiros e investidores.

O coordenador do PRVN-PA, Diego Mendonça, destacou que o Pará vem estruturando uma atuação integrada para ampliar a recuperação ambiental no Estado.

“Estamos trabalhando com planejamento territorial, uma aceleradora de negócios voltada à restauração e unidades de recuperação, além de fortalecer a articulação entre governo, financiadores, setor produtivo e sociedade civil. A proposta é criar condições para que a restauração aconteça em escala e gere benefícios ambientais, sociais e econômicos para os territórios”, ressaltou.

Participação das comunidades

A consultora ambiental Paula Pereira enfatizou que a aproximação entre instituições públicas e comunidades é fundamental para ampliar a adesão às iniciativas de restauração.

“Muitas vezes o produtor rural ainda vê os órgãos ambientais apenas como instituições fiscalizadoras. Quando o Estado se aproxima por meio de políticas de incentivo e apoio à restauração, isso muda a percepção e fortalece a participação das comunidades. Essa integração é essencial para dar escala às ações e alcançar milhares de produtores em todo o Pará”, afirmou.

A oficina também promoveu discussões sobre oportunidades de financiamento, linhas de crédito e fundos voltados à restauração, reunindo representantes de instituições públicas e privadas.

O encontro foi promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), em parceria com a Aliança pela Restauração na Amazônia, com apoio da Semas e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).