Adepará intensifica fiscalização em haras para prevenir doenças em cavalos
Fiscais da Agência de Defesa Agropecuária avaliam as condições de saúde dos animais e verificaram o cumprimento das normas sanitárias
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realiza fiscalizações em haras para orientar criadores de cavalos sobre prevenção e notificação de doenças que afetam equinos. Neste mês, a unidade local da Adepará, em Paragominas, no sudeste paraense, realizou ações de vigilância ativa em haras do município, onde são criados animais de alto valor zootécnico. A atividade foi conduzida pela fiscal estadual agropecuária Arlinéia Mota, com apoio do auxiliar de campo Derivaldo Barbosa.
Os fiscais avaliaram as condições de saúde dos cavalos e verificaram o cumprimento das normas sanitárias. “Nós realizamos inspeções clínicas nos animais e orientações aos proprietários, responsáveis técnicos e tratadores, com ênfase na educação sanitária, na conscientização sobre os riscos de doenças de notificação obrigatória nos equídeos, como Anemia Infecciosa Equina, Mormo, Raiva e Pneumonite Equina, e, sobretudo, na necessidade e obrigatoriedade da notificação imediata à Adepará em casos de suspeita dessas doenças, conforme a legislação sanitária vigente”, ressaltou Arlinéia Mota.
Segundo a fiscal, também foram verificados os protocolos sanitários adotados e o manejo dos animais. “Constatamos que todos os responsáveis demonstraram conhecimento sobre as enfermidades, e se mostraram colaborativos e abertos a contribuir com o trabalho desenvolvido pela Adepará”, informou.
Nos animais avaliados não foi identificado qualquer sintoma clínico compatível com as doenças que mais acometem os equídeos.
Enfermidades - A ação foi realizada com o objetivo de conscientizar sobre os riscos de doenças de notificação obrigatória que afetam equídeos. Uma delas é a Rinopneumonia Equina, doença contagiosa de notificação mensal, que tem preocupado os criadores por causa do surgimento de casos no País. A enfermidade apresenta sintomas semelhantes a outras doenças graves, como Anemia Infecciosa Equina (AIE), Mormo e Raiva, o que reforça a importância da vigilância.
De acordo com a médica veterinária Samyra Albuquerque, gerente de Defesa Animal da Adepará, o trabalho do Serviço Veterinário Estadual busca identificar possíveis animais doentes e orientar os criadores sobre cuidados na compra de novos cavalos, medidas de prevenção e reconhecimento precoce dos sintomas.
“A nossa missão é salvaguardar o patrimônio pecuário do Estado, por isso o Serviço Veterinário Oficial (SVO) tem intensificado as ações de vigilância e orientações aos criadores, para que estes tenham cuidado na aquisição de animais, no cumprimento de medidas sanitárias e no trânsito de animais”, ressaltou a gerente.
Causas - A Rinopneumonia Equina é causada por vírus, que afeta principalmente o sistema respiratório dos cavalos, podendo também provocar abortos e, em casos mais graves, alterações neurológicas. Os principais sinais da doença são febre, secreção nasal, tosse e apatia.
A transmissão ocorre pelo contato direto entre os animais, por secreções respiratórias e objetos contaminados, como equipamentos e utensílios de manejo. O diagnóstico é feito por médicos veterinários, por meio de exames laboratoriais.
Prevenção - A Adepará orienta que a prevenção inclui vacinação, isolamento de cavalos recém-adquiridos por até 30 dias e adoção de medidas de biossegurança nos haras. Não há tratamento específico contra o vírus, sendo indicado apenas o tratamento de suporte. Mesmo após a recuperação, o vírus pode permanecer no organismo do animal e se manifestar novamente em situações de estresse.
Em casos suspeitos, a orientação é que sejam imediatamente comunicados pelo produtor às unidades da Adepará nos municípios ou notificados por meio do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet), ferramenta eletrônica específica para gestão dos dados obtidos na vigilância passiva em saúde animal, desenvolvida para o registro e acompanhamento das notificações de suspeitas de doenças e das investigações realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial.
