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Adepará intensifica fiscalização em haras para prevenir doenças em cavalos

Fiscais da Agência de Defesa Agropecuária avaliam as condições de saúde dos animais e verificaram o cumprimento das normas sanitárias

Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)
12/02/2026 12h23

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realiza fiscalizações em haras para orientar criadores de cavalos sobre prevenção e notificação de doenças que afetam equinos. Neste mês, a unidade local da Adepará, em Paragominas, no sudeste paraense, realizou ações de vigilância ativa em haras do município, onde são criados animais de alto valor zootécnico. A atividade foi conduzida pela fiscal estadual agropecuária Arlinéia Mota, com apoio do auxiliar de campo Derivaldo Barbosa.

Animais foram avaliados em Paragominas

Os fiscais avaliaram as condições de saúde dos cavalos e verificaram o cumprimento das normas sanitárias. “Nós realizamos inspeções clínicas nos animais e orientações aos proprietários, responsáveis técnicos e tratadores, com ênfase na educação sanitária, na conscientização sobre os riscos de doenças de notificação obrigatória nos equídeos, como Anemia Infecciosa Equina, Mormo, Raiva e Pneumonite Equina, e, sobretudo, na necessidade e obrigatoriedade da notificação imediata à Adepará em casos de suspeita dessas doenças, conforme a legislação sanitária vigente”, ressaltou Arlinéia Mota.

Segundo a fiscal, também foram verificados os protocolos sanitários adotados e o manejo dos animais. “Constatamos que todos os responsáveis demonstraram conhecimento sobre as enfermidades, e se mostraram colaborativos e abertos a contribuir com o trabalho desenvolvido pela Adepará”, informou.

Nos animais avaliados não foi identificado qualquer sintoma clínico compatível com as doenças que mais acometem os equídeos.

Fiscais também orientaram profissionais do haras

Enfermidades - A ação foi realizada com o objetivo de conscientizar sobre os riscos de doenças de notificação obrigatória que afetam equídeos. Uma delas é a Rinopneumonia Equina, doença contagiosa de notificação mensal, que tem preocupado os criadores por causa do surgimento de casos no País. A enfermidade apresenta sintomas semelhantes a outras doenças graves, como Anemia Infecciosa Equina (AIE), Mormo e Raiva, o que reforça a importância da vigilância.

De acordo com a médica veterinária Samyra Albuquerque, gerente de Defesa Animal da Adepará, o trabalho do Serviço Veterinário Estadual busca identificar possíveis animais doentes e orientar os criadores sobre cuidados na compra de novos cavalos, medidas de prevenção e reconhecimento precoce dos sintomas.

“A nossa missão é salvaguardar o patrimônio pecuário do Estado, por isso o Serviço Veterinário Oficial (SVO) tem intensificado as ações de vigilância e orientações aos criadores, para que estes tenham cuidado na aquisição de animais, no cumprimento de medidas sanitárias e no trânsito de animais”, ressaltou a gerente.

Causas - A Rinopneumonia Equina é causada por vírus, que afeta principalmente o sistema respiratório dos cavalos, podendo também provocar abortos e, em casos mais graves, alterações neurológicas. Os principais sinais da doença são febre, secreção nasal, tosse e apatia.

A transmissão ocorre pelo contato direto entre os animais, por secreções respiratórias e objetos contaminados, como equipamentos e utensílios de manejo. O diagnóstico é feito por médicos veterinários, por meio de exames laboratoriais.

Prevenção - A Adepará orienta que a prevenção inclui vacinação, isolamento de cavalos recém-adquiridos por até 30 dias e adoção de medidas de biossegurança nos haras. Não há tratamento específico contra o vírus, sendo indicado apenas o tratamento de suporte. Mesmo após a recuperação, o vírus pode permanecer no organismo do animal e se manifestar novamente em situações de estresse.

Em casos suspeitos, a orientação é que sejam imediatamente comunicados pelo produtor às unidades da Adepará nos municípios ou notificados por meio do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet), ferramenta eletrônica específica para gestão dos dados obtidos na vigilância passiva em saúde animal, desenvolvida para o registro e acompanhamento das notificações de suspeitas de doenças e das investigações realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial.