Hospital Metropolitano faz campanha para prevenir acidentes de trânsito

09/07/2015 17h13
Por Redação - Agência PA (SECOM)

Com o tema “Pare, Salve Vidas”, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, localizado em Ananindeua, promove neste dia 10 e no dia 24 de julho, primeira e última sexta-feira das férias, a campanha anual de prevenção de acidentes no trânsito, voltada para os motoristas que saem da Região Metropolitana de Belém (RMB) rumo às praias e ao interior do Estado. A ação será feita na BR-316, a partir das 16 horas, por funcionários e voluntários, nas pistas em frente ao hospital, que é especializado em trauma, ortopedia e queimados.

A iniciativa vem da preocupação com a dura realidade dos números. Só no ano passado, o Metropolitano atendeu 7.759 pacientes vítimas do trânsito, sendo a preocupação maior com o mês de julho pelo alto número de saída da RMB em função faz férias e do verão oficial no Pará. A campanha tem parceria do Hospital Galileu, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de DST/ Aids, que vai distribuir preservativos e material de orientação sobre DSTs e Aids.

Além dos carros, serão abordados também pela campanha os motociclistas, que representam 44,4% das vítimas atendidas no ano passado, com 3.448 acidentes, representando quase a metade dos atendimentos por acidentes no Metropolitano. Já dos acidentes de carros, os tipos mais comuns são as colisões, seguidas de atropelamentos de pedestres.

Apesar do quadro ainda ser grave, os números de acidentados sofreram redução no Hospital Metropolitano, que está no terceiro ano de campanha de prevenção. Em 2013 foram registrados 8.713 atendimentos e internações por acidentes, sendo que no ano passado o número total caiu para 7.759, com redução, em números absolutos, de quase mil casos. Entre os motociclistas os números também caíram. Em 2013 eles representaram mais da metade dos atendimentos (52,5%), com 4.018 acidentes envolvendo motociclistas, que caíram para 3.448 em 2014, redução de 570 ocorrências, em números absolutos.

Prevenção – Para o diretor-geral do hospital, Rogério Kuntz, aos poucos as campanhas vão começar a mostrar sinais do processo de conscientização. “Esse é um processo lento que envolve mudança de cultura de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O trânsito é feito por todos, e para o Hospital Metropolitano, que tem uma parcela alta de esforços voltados para cuidar das vítimas do trânsito. A prevenção é um investimento que tem reflexos importantes dentro do hospital e também fora, para diminuir os prejuízos sociais que os acidentes causam nas famílias e nas empresas”, afirma.

O médico José Guataçara Gabriel, coordenador de urgência do Hospital Metropolitano, reconhece que os números gerais seguem uma tendência do que ocorre no Brasil, com 46 mil brasileiros mortos no trânsito todo ano, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima, além dos gastos com saúde, as perdas para a economia com as vítimas da violência urbana no Brasil, incluído o trânsito, que atingem cerca de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Os dados dos impactos econômicos ainda provocam muitas discussões no âmbito da saúde. “E não se pode falar apenas em custo hospitalar, porque o paciente ainda precisa de cuidados da saúde pública quando recebe alta, por isso é necessário que haja também um estudo que compute os custos pós-alta hospitalar, pois alguns pacientes continuam o tratamento ambulatorial e quase sempre necessitam de fisioterapia”, explica Rogério Kuntz. 

É por causa desse cenário que o Hospital Metropolitano, juntamente com o Hospital Galileu – ambos administrados pela Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), sob contrato com a Sespa –, passaram a investir anualmente na Campanha de Educação no Trânsito e Prevenção de Acidentes. Ao difundir os números da violência no trânsito, os dois hospitais públicos pretendem sensibilizar motoristas, principalmente os que demandaram praias e balneários nos últimos dois fins de semana de férias escolares.