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CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

Setur apresenta programa Bandeira Azul a gestores municipais de turismo

O programa é o processo de gestão ambiental para praias, marinas e embarcações de turismo mais utilizado e reconhecido no mundo

Por Sâmia Maffra (SETUR)
29/01/2026 15h50

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur) promoveu, nesta quinta-feira (29), uma reunião online para apresentar o programa Bandeira Azul, certificação e premiação internacional destinada a praias, marinas e embarcações. O encontro reuniu 57 interessados, entre entidades, gestores, agentes públicos de municípios como Salinópolis, Soure, Barcarena, Santarém, Maracanã, Bragança e Jacareacanga.

O funcionamento, os objetivos, os benefícios e desafios do programa foram apresentados por Leana Bernardi, diretora técnica e presidente do Instituto Ambientes em Rede (IAR), que representa o Bandeira Azul no Brasil. O programa é o processo de gestão ambiental para praias, marinas e embarcações de turismo mais utilizado e reconhecido no mundo e tem como objetivo principal promover conscientização da comunidade, de empresários e governantes, incentivando a proteção ambiental dos recursos hídricos e da costa, promovendo a resolução de conflitos e o turismo sustentável. 

Para aderir ao programa, é necessário cumprir algumas etapas, como solicitação de adesão/ renovação, visita técnica, recomendações, ser aceito na fase piloto, adequação aos critérios, encaminhar documentação comprovatória, inspeção e avaliação do júri nacional e internacional até a concessão da Bandeira Azul e cumprimento e manutenção dos critérios. O júri nacional envolve instituições como Embratur, Ministério do Turismo e Ministério do Meio Ambiente. Cada segmento tem critérios próprios, as praias, por exemplo, precisam ter ações de educação e informação ambiental, qualidade da água, além de gestão ambiental, segurança e equipamentos. 

O Bandeira Azul surgiu na França em 1987 e atualmente conta com 5.160 bandeiras em 51 países. A Espanha lidera o ranking com o total de 747 bandeiras, sendo 638 somente para as praias; a Grécia ocupa o segundo lugar com total de 617, sendo 583 somente das praias gregas. O Brasil ocupa a 17ª posição em número de bandeiras, com o total de 60 bandeiras (50 praias e 10 marinas) em 23 municípios de cinco Estados. 

“A reunião desta quinta-feira foi importante para apresentar o programa Bandeira Azul aos gestores municipais, com apoio do Sebrae/PA (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará) e com a participação da coordenadora do Bandeira Azul no Brasil, e eles puderam entender um pouco sobre o programa e avaliar as possibilidades de adesão, visto que depende muito mais da gestão pública municipal. Nosso papel é de articulação e sensibilização sobre a importância de tal programa para o turismo no Estado, que pode aumentar sua competitividade num mercado cada vez mais exigente em relação a sustentabilidade dos destinos turísticos, o que pode nos aproximar principalmente do mercado europeu, onde o programa foi criado. Só Portugal tem na temporada atual 440 Bandeiras Azuis, majoritariamente praias, mas tem marinas e embarcações premiadas”, sinalizou o gerente da Diretoria de Produtos Turísticos da Setur, Allyson Neri. 

O secretário de turismo de Soure, Júlio Marques, participou da reunião e manifestou interesse em aderir ao programa. “Estou encantado com o programa Bandeira Azul. Soure já teve a presença da Setur aqui começando esse processo em 2016 e deixou alguns legados, com implementação de algumas melhorias na praia do Pesqueiro e na Barra Velha. Vamos retomar essa ação, vamos abraçar a causa. A gente quer muito que o município tenha essa bandeira. É importante pro município, é importante para a gente, para o Pará, para o Marajó”, comentou. 

Para a diretora de turismo de Jacareacanga, Marcilene Ribeiro, o Bandeira Azul é um programa interessante e pode agregar muito ao município, principalmente na sazonalidade dos atrativos. “E nós temos aqui praias atípicas. Temos uma praia com um festival, que está no calendário nacional, mas ela é uma praia que só aparece em um determinado período, e em outro período é uma praia que fica submersa. Jacareacanga tem praias belíssimas, mas que só aparecem quando o verão chega”, comenta. 

A secretária de Turismo de Bragança, Maryllin Oliveira, também esteve presente na reunião e sugeriu a criação de um grupo de trabalho focado nos municípios que tem interesse em aderir ao programa. 

Representando a Secretaria de Turismo de Santarém, Rosiane Matos, também demonstrou interesse em aderir ao programa. “Santarém é rodeada de praias, e estava imaginando todo esse programa sendo implantado em Alter do Chão, em Ponta de Pedras, em Carapanari, nas praias do Arapiuns, que são belíssimas, que também tem suas temporadas de maré cheia, e então a Amazônia já se revela de outra forma também. Eu tenho certeza que nós vamos encampar esse programa, agora vamos entender melhor as propostas, sabendo da importância de um programa como esse”, pontuou. 

“Já quero deixar ciente que Salinópolis, mais conhecida como Salinas, vai entrar sim no programa. Estou falando agora mesmo com nosso gestor. Salinas é um dos municípios mais procurados da região da Amazônia Atlântica, acredito que um dos mais procurados do Estado do Pará. E o que queremos, nosso objetivo maior agora como município, é tornar Salinas um local que traga um turista consciente. Temos aqui nossas praias, já iniciamos um programa e várias ações para o turismo consciente. E eu acho que esse programa vai nos ajudar muito a divulgar e formalizar tudo isso que a gente já iniciou. Estamos super felizes de saber da mensagem do programa, que é a questão do meio ambiente e sua preservação”, avaliou a secretária de turismo de Salinópolis, Zaira Nunes.