Maternidades estaduais celebram 30 nascimentos em meio ao Carnaval
Enquanto a alegria do Carnaval tomava conta das ruas, duas maternidades públicas do Estado foram palco de outro tipo de celebração: a chegada de novas vidas. Entre os dias 13 e 18 do período carnavalesco, os hospitais estaduais administrados pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizaram 30 partos, entre normais e cesarianos, em um período marcado por cores, música e emoção.
Mesmo em meio à maior festa popular do país, o cuidado não parou. As equipes multiprofissionais atuaram com sensibilidade e compromisso para garantir que cada nascimento acontecesse em um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso, reafirmando que a vida também se renova nos dias de folia.
Com papel estratégico na descentralização dos serviços de saúde pública no Pará, o Hospital Geral de Tailândia (HGT) e o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, asseguram assistência obstétrica qualificada às populações que atendem. A atuação dessas maternidades fortalece a rede regional de saúde, amplia o acesso ao cuidado materno-infantil e garante que momentos tão especiais quanto o nascimento sejam vividos com dignidade, segurança e afeto, mesmo quando o calendário marca Carnaval.
HRPM - A enfermeira obstetra, Leydy Hellen Teixeira, explicou que a unidade desempenha um papel fundamental no cuidado materno-infantil, acompanhando as gestantes desde o pré-natal de alto risco até o momento do parto.
“Por sermos um hospital de referência na região, temos um papel essencial no acompanhamento das gestantes de alto risco. Esse cuidado começa no pré-natal e segue até o parto, com atendimento realizado por médico obstetra e enfermeiro obstetra. Também contamos com urgência obstétrica 24 horas para os casos de maior complexidade de gestantes acompanhadas no pré-natal do HRPM”, destacou.
Em meio à emoção de segurar o filho nos braços pela primeira vez, Gleiquiane dos Prazeres Pinto, 35 anos, viveu mais um capítulo especial da sua história de maternidade no HRPM. No último dia 17 de fevereiro, ela deu à luz ao seu bebê, o pequeno Leonardo Pinto Sodré e relembrou com carinho o atendimento recebido. “Foi um ótimo acolhimento. A equipe me atendeu muito bem e a doutora é uma excelente profissional”, afirmou.
Ela também destacou a postura humanizada dos profissionais. “Considero a abordagem humanizada e fiquei satisfeita. Já não é a primeira gestação que sou atendida aqui, essa é a terceira vez, e em todas fui muito bem acolhida e tratada pelos profissionais”, concluiu.
No Regional do Marajó, o atendimento obstétrico conta com classificação de risco específica para as pacientes de urgência, o que permite maior agilidade, organização e segurança na assistência. A unidade também dispõe de leitos de UTI neonatal e adulto, garantindo suporte de retaguarda nos casos em que a gestante ou o recém-nascido apresentem necessidade de cuidados intensivos identificados durante o atendimento.
HGT - Em meio à expectativa e à emoção da chegada de uma nova vida, Karla Marielvis, 31 anos, celebrou o nascimento da filha Camila. A bebê nasceu de parto normal no dia 17 de fevereiro HGT. A usuária destacou a qualidade do atendimento recebido. “Gostei do atendimento, os profissionais foram atentos, deu tudo certo, foi tudo bom”, relatou. O pai da bebê, Rubem Jose Trimitario, também reforçou a satisfação da família, afirmando que o atendimento prestado pela equipe foi muito bom.
Para Hayane Cristina Pereira Jorge, enfermeira e coordenadora do Centro Cirúrgico e do Centro de Parto, o serviço de obstetrícia é essencial para garantir segurança às mulheres de Tailândia.
“O serviço de obstetrícia é central para a saúde integral da mulher durante a gravidez, parto e puerpério, período de maior vulnerabilidade física e emocional”, destaca.
Ela também ressalta o impacto regional do serviço. “A obstetrícia fortalece a rede de atenção à saúde, melhora os indicadores estaduais, reduz transferências desnecessárias e garante mais equidade no acesso, principalmente para mulheres de áreas rurais e vulneráveis”, afirma.
Além disso, segundo a coordenadora, a presença de equipes capacitadas contribui para a qualificação contínua dos profissionais e para a disseminação de práticas seguras e humanizadas em toda a rede.
Hayane Cristina, finaliza ao destacar que, em dezembro do ano passado, o Governo do estado entregou novo complexo de UTIs do HGT com 20 leitos, sendo que 10 deles neonatal. A nova ala recebe bebês de Tailândia e de outras regiões do Estado, conforme a necessidade da rede. A UTI Neonatal conta com incubadoras, monitores multiparamétricos, ventiladores mecânicos e bombas de infusão, equipamentos essenciais para acompanhar cada sinal vital do recém-nascido.
Agora, com as novas UTIs, o HGT atende pacientes de Tailândia, Barcarena, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Moju e outras localidades da 6ª Regional de Saúde, reduzindo deslocamentos e fortalecendo o serviço de alta complexidade na região do Baixo Tocantins.
Texto: Ascom/HRPM/HGT
