Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
SEGURANÇA

Polícia Civil desarticula organização criminosa durante a operação First

Por Redação - Agência PA (SECOM)
15/10/2015 17h32

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 15, a operação First (Força Integrada de Repressão aos Soldados do Tráfico), para desarticular uma organização criminosa responsável em comandar um esquema de tráfico de drogas, e de praticar crimes relacionados à disputa por pontos de venda de drogas, como homicídios, roubos, comércio ilegal de armas de fogo e ameaças, na Região Metropolitana de Belém e em cidades do nordeste do Pará. Ao todo, a operação resultou no cumprimento de 64 mandados de prisão. Do total, 38 foram presos durante a operação e outros 26 já estavam recolhidos no Sistema Penitenciário do Estado. A apresentação dos resultados da operação foi realizada no auditório do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP), em Marituba. O local serviu de base para a operação.

A operação teve a coordenação do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, e contou com apoio de 200 policiais civis que atuam em unidades policiais da capital e interior do Estado, e ainda de 100 homens da PM. Policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), grupamento tático da Polícia Civil, atuaram em apoio à operação. A ação policial teve início às 4 horas da manhã com a saída das equipes de policiais civis da sede do IESP.

Do local, os policiais civis seguiram para cumprir os mandados judiciais, nas cidades de Belém, Barcarena, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Marituba, Ananindeua, Curuçá e Vigia de Nazaré. A operação resultou de investigação que identificou a atuação da organização criminosa denominada "Bonde dos Trinta", responsável em atuar em práticas criminosas vinculadas ao tráfico de drogas, como homicídios, comércio ilegal de armas, ameaças e roubos. A articulação criminosa também envolvia presidiários. Foi fundamental o apoio da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) para condução dos presos ao IESP. 

Segundo o delegado-geral Rilmar Firmino, a operação é resultado de um ano e meio de investigações iniciadas nas cidades de Barcarena e Abaetetuba. Ao todo, a Justiça expediu, com parecer do Ministério Público do Estado, 91 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão. O delegado Alexandre Oliveira explica que, durante as investigações, foram identificados 74 integrantes do grupo criminoso. Dois deles são apontados como os líderes da organização criminosa. Os presidiários Sérgio Roberto Batista de Oliveira, de apelido “Sérgio Surfista”, e Andeston Pantoja David, de apelido “Jamelão”. Em decorrência das investigações, os dois foram transferidos do Pará para presídios federais fora do Estado.

Funções - Os demais integrantes da organização criminosa tinham funções definidas. Oito atuavam como colaboradores, que eram aliados diretos dos líderes do grupo, na articulação com outras organizações criminosas. Outros nove envolvidos agiam como comandantes ou diretores, com atuação na coordenação direta da organização. Também foram identificados dois homens que atuavam como cobradores, responsáveis pelas cobranças das drogas comercializadas. Outros seis membros da organização criminosa agiam como armazenadores, na guarda das drogas a serem distribuídas. A organização tinha ainda 12 distribuidores responsáveis pela distribuição dos entorpecentes aos pontos de venda de drogas. Dois homens agiam como transportadores responsáveis pelo transporte das drogas. Outras duas pessoas identificadas por envolvimento no grupo eram “gerentes de logística”, que prestavam apoio à organização oferecendo a logística necessária ao tráfico de drogas. Foram identificados ainda 25 vendedores que atuavam nos pontos de venda de drogas e quatro homens que exerciam a função de “soldados” do tráfico. Outros dois componentes da organização atuavam como armeiros, responsáveis na manutenção e fabricação de armas usadas nos crimes.

De acordo com o delegado, as investigações levantaram um expressivo número de vítimas diretas e indiretas dos criminosos. Segundo o delegado-geral, Rilmar Firmino, em um ano e meio de investigações, o inquérito policial contou com diversas ações, entre elas prisões em flagrante, que evitaram ocorrências de mortes. Foi o caso do grupo preso, no ano passado, e que pretendia praticar uma chacina, em Abaetetuba. Com eles, armas e munições, que seriam usadas para executar pessoas, durante uma festa de aniversário, foram apreendidas. Também foi registrada a apreensão de 101 quilos de maconha prensada, em formato de tabletes, pela Polícia Federal do Pará. A droga pertencia à organização criminosa e seria vendida em cidades da região do Baixo-Tocantins.

Ainda estiveram presentes o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos; o delegado Silvio Maués, diretor de Polícia do Interior; e os delegados Alexandre Oliveira e Fernando Bezerra, de Abaetetuba.