Campo de produção de sementes e mudas da Emater em Terra Alta se prepara para a primeira colheita de feijão

23/08/2021 15h12 - Atualizada em 23/08/2021 15h56

Mais de 60 agricultores familiares do município de Terra Alta, atendidos pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e que receberam este ano sementes de feijão das variedades Milenium, Tracuateua, Sempre Verde e Bragança, já se preparam para colheita em suas propriedades.

Os produtores são atendidos pelo projeto Campo de Produção de Sementes e Mudas, coordenado pelo escritório local da Emater de Terra Alta, que  beneficia agricultores de três comunidades. Eles receberam três litros de feijão de quatro variedades e fizeram o plantio, de forma consorciada com outros cultivos como a mandioca e o milho sob orientação técnica da Emater.

Para o responsável pela execução do projeto, o técnico em agropecuária Gilson Ferreira Lima,  a expectativa é tornar os agricultores auto suficientes na produção do próprio alimento e também garantir que produzam excedente de feijão, mandioca e outros produtos agropecuários.

“Para mim é muito gratificante ver a melhora na produtividade das áreas dos cultivos, tendo a perspectiva de ver a família com a `barriga cheia` e ainda vendendo o excedente, o que gera renda para esses agricultores. Nas próximas semanas, eles vão fazer a colheita do feijão e assim vamos avaliar como cada uma das variedades se desenvolveu e assim o agricultor poderá decidir qual delas ele vai querer continuar produzindo”, detalha Gilson Lima, mais conhecido pelos agricultores como “seu Castelo” que acredita que a produção de feijão, assim como a de mandioca, tem como evoluir ainda mais no município levando a atividade agrícola a se tornar novamente atraente para os jovens, filhos dos pequenos agricultores.

Mãe de oito filhos, dona Madalena Modesto tem 72 anos e persiste na agricultura familiar. Para ela, ver sua área produzindo é uma motivação. "Com o apoio da Emater, o feijão tá mais bonito e a mandioca também melhorou a produção”, afirma a agricultora que fez o cultivo em sua área de 170 x 250 metros no sistema conhecido como “bragantino”.

Agricultora Madalena e a filhaVizinho de dona Madalena, o agricultor Benedito Filho, também está produzindo feijão para o Campo de Produção de Sementes e Mudas. Além desse projeto, ele também é assistido pela Emater no “Quintais Produtivos”, no qual parte de sua propriedade é modelo para a produção além do feijão e da mandioca; para o açaí, abacaxi, pupunha e acerola, entre outras variedades.

“O produtor planta da sua forma, até que o técnico chegue com orientações e a preocupação foi fazer esse campo pra mostrar aos produtores outras formas de cultivar e como isso melhora a produção. Quando vê o feijão produzindo mais e a mandioca grande, cheia de raiz, aí ele acredita que seguindo as orientações técnicas é possível melhorar”, afirma o agricultor, que se orgulha de ter em sua propriedade dois exemplos para a produção agrícola familiar.

Agricultor Benedito no Quintal Produtivo“É muito gratificante, porque aqui no nosso sítio, nós somos um modelo para que o jovem produtor veja que a agricultura pode dar bons resultados e que ele não precisa sair do campo. Então todo esse trabalho da Emater consegue também motivar”, ressalta Benedito.

Este ano, o escritório local da Emater em Terra Alta pretende realizar 490 atendimentos para 19 comunidades rurais. Em 2020  foram atendidas 170 famílias. Além da prestação de Assistência Técnica, este ano o escritório já emitiu 41 Cadastros Ambientais Rurais (CARs), 37 Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) e aprovou 03 Projetos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar categoria B (Pronaf B).

O escritório também é responsável pela execução do projeto da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para 25 beneficiários.

As ações da Emater no município contam com o apoio da prefeitura de Terra Alta que vem colaborando com a aquisição de sementes e com a mecanização para o preparo das áreas de plantio.

Texto: Etiene Andrade  (Ascom/Emater)

Por Governo do Pará (SECOM)