Sespa incentiva vacinação contra o HPV em adolescentes

Esquema vacinal de duas doses é destinado a meninas de 9 a 14 anos e meninos, de 11 a 14.

13/05/2021 16h28 - Atualizada em 13/05/2021 16h43

O papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode causar câncer de colo de útero, quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no país. A vacina está disponível, de forma segura e eficaz, para combater quatro tipos do vírus (6, 11, 16, 18). 
O esquema vacinal Para prevenir contra o HPV inclui duas doses, sendo que a segunda pode ser realizada 6 meses após a primeira aplicação. A vacina é destinada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. 

No Estado do Pará, o número de adolescentes vacinados contra o HPV ainda é considerado baixo. A população de meninas com 9 anos de idade, estimada para vacinar em 2020, era de 505.889, porém a imunização alcançou apenas 203.097.

“Sem dúvida, tomar a vacina do HPV na faixa etária de 9 a 14 anos é fundamental para prevenir contra o câncer de colo de útero no futuro. São apenas duas doses que podem ser tomadas a partir de 9 anos. Nós estamos sensibilizando os municípios para que façam um movimento e melhore essa cobertura vacinal de HPV no adolescente”, explica Vera Canto, coordenadora de Estadual de Saúde do Adolescente

Segundo a coordenadora, para vacinar contra o HPV basta procurar as Estratégias de Saúde da Família, nos municípios, que terão a vacina à disposição para crianças, adolescentes e mulheres, com até  49 anos.

O trabalho da Secretaria de Saúde é assessorar, capacitar e monitorar a ampliação da cobertura vacinal. "Lembrando que o Pará é um dos estados com maior incidência de câncer de colo de útero, no Brasil, e hoje temos como prevenir, fazemos a campanha pelo programa saúde na escola, nas igrejas, em todos os lugares em que a gente possa sensibilizar  a população da importância da vacina”, avalia a coordenadora.
 
Iniciação precoce - O preconceito é um empecilho para a vacinação de adolescentes, uma vez algumas pessoas acreditam que a vacina pode ser um incentivo para a iniciação precoce da vida sexual. “Na hora de levar essas meninas e meninos para vacinar cada município tem uma característica. Alguns dizem que essa vacina vai estimular a iniciação sexual desse adolescente, o que é totalmente errado, ela vem para prevenir o câncer no futuro", enfatiza Vera.

Segundo pesquisa divulgada pelo  Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), o começo da atividade sexual da população paraense acontece, em média, aos 16 anos e quatro meses,  sendo que apenas 25,5% dos entrevistados no Estado admitiram usar preservativos durante as relações, dado que reforça a importância da vacinação contra o HPV.

Por Melina Marcelino (SESPA)