Estado e Prefeitura repassam mais de R$ 160 mil a famílias vulneráveis com o 'Bora Belém'

O programa já beneficiou mais de 300 famílias moradoras da capital paraense, com recursos operacionalizados pelo Banpará

15/04/2021 21h10 - Atualizada em 15/04/2021 22h57

Até esta quinta-feira (15 de abril), 338 famílias haviam sido beneficiadas com o auxílio do “Bora Belém”, um programa de transferência de renda resultante da cooperação entre o Governo do Pará e a prefeitura da capital. Já foram disponibilizados R$ 160.500,00, sendo 50% de recursos do Tesouro estadual e 50% dos cofres municipais. Alguns beneficiários já receberam duas parcelas, totalizando 412 pagamentos. O programa oferece auxílios de até R$ 450,00 para famílias em situação de vulnerabilidade social agravada pela pandemia de Covid-19.

A prioridade para receber o benefício, nesta primeira fase, é de mulheres que arcam sozinhas com o sustento familiar. É o caso de Renata Barbosa, residente no bairro do Barreiro e mãe de seis crianças, das quais quatro moram com ela – de 12, nove e as gêmeas de sete anos. Ela foi contemplada com o benefício logo no início dos pagamentos, em março deste ano, e garantiu que os recursos têm ajudado a manter a família, pois Renata está desempregada.Os recursos do ’Bora Belém’ auxiliam, na primeira fase, famílias em vulnerabilidade social e financeira agravada pela pandemia

“Antes da pandemia, eu trabalhava como garçonete e revendedora de títulos de sorteio, mas depois ficou tudo difícil. Agora, faço ‘bicos’ com venda de roupas usadas, que consigo de doação, ou catando latinhas. O  auxílio do ‘Bora Belém’ é o que está ajudando a abastecer a nossa geladeira”, disse Renata Barbosa.

Para ela, que mora com os filhos e a mãe em uma casa de madeira e chão batido, de apenas um cômodo, o benefício chegou na hora certa. “Estávamos precisando. Foi tudo na nossa vida, principalmente para quem é mãe solteira. Agora penso em comprar uma fritadeira para vender batata frita na frente de casa, e ter algo mais fixo”, contou.

Braselino Assunção, presidente do Banco do Estado do Pará (Banpará), operador financeiro do “Bora Belém”, destacou que os programas sociais criados durante a pandemia ajudam a mitigar a vulnerabilidade social e econômica. "O Banpará se sente muito gratificado em ser o intermediador entre o governo e a população paraense na operacionalização dos pagamentos de todos os programas sociais, inclusive do ‘Bora Belém’, que é uma parceria do Estado com a Prefeitura de Belém", reiterou.O Banpará é o operacionalizador do programa, resultado da parceria entre Estado e Prefeitura de Belém

Metas - O Programa Bora Belém pretende beneficiar, na primeira fase, nove mil famílias chefiadas apenas pelas mães. Mas a meta é repassar R$ 60 milhões a 22 mil famílias da capital já inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que não recebem nenhum tipo de auxílio estadual ou federal no momento. A Fundação Papa João XXIII (Funpapa), da Prefeitura de Belém, já tem os dados de todas essas famílias, por isso não é preciso realizar nenhum cadastro prévio para receber o benefício.

O valor do auxílio é calculado conforme a composição familiar, de acordo com três faixas: na primeira delas, mulheres com um filho recebem R$ 150,00; com dois e três filhos, recebem R$ 300,00, e com quatro ou mais filhos têm direito a R$ 450,00.

Para liberar os recursos do “Bora Belém”, as equipes da Funpapa visitam as famílias para confirmar os dados cadastrais. Apenas após a checagem, a Fundação autoriza o Banpará a realizar o pagamento. As famílias já visitadas podem consultar a aprovação do benefício no site do programa - https://ce.banpara.b.br/borabelem/

Por Ádria Azevedo (IASEP)