Equipes dos Mapas Digitais e Meu Endereço se reúnem com lideres comunitários em Marituba

Os projetos desenvolvidos pela Sectet e UFPA querem mapear os territórios para nortear o ordenamento urbano local

14/01/2021 13h55 - Atualizada em 14/01/2021 15h58

Equipes vão mapear bairros para auxílio de políticas públicas “Quem vem para nossa comunidade é sempre bem-vindo. Quando o TerPaz surgiu aqui começamos a acreditar que nossos sonhos poderiam se tornar realidade e, nesse tempo em que o programa está aqui, já vimos muita coisa avançar”. Foi dessa forma que o líder comunitário Edinaldo Silva deu boas-vindas às equipes dos projetos “Mapas Digitais” e “Meu Endereço: lugar de paz e segurança social” na manhã desta quinta-feira (14) em reunião que ocorreu na escola Dom Calábria, em Marituba, na Região Metoprolitana de Belém (RMB).

Os projetos são desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), em parceria com a Faculdade de Tecnologia em Geoprocessamento e a Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA), dentro do programa Territórios pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado.

As equipes explicaram o desenvolvimento das iniciativas para três líderes comunitários do território Nova União/São Francisco, um dos sete atendidos pelo TerPaz. A reunião ocorreu com número limitado de pessoas da comunidade para evitar aglomeração neste período de pandemia.

Na oportunidade, estiveram presentes os 20 bolsistas do projeto Mapas Digitais. Eles vão percorrer cerca de 85 quadras dos referidos bairros, a partir do dia 18 de janeiro, para mapear na comunidade as condições sociais, ambientais e econômicas, assim como equipamentos urbanos, entre outros.

O coordenador do projeto Mapas Digitais, Paulo Melo, professor da Faculdade de Tecnologia em Geoprocessamento da UFPA, explica que o mapa digital, ou cartografia digital, é um processo onde um conjunto de dados é formatado numa imagem virtual. 

Reunião entre as equipes dos Mapas Digitais, Meu Endereço e lideranças comunitárias ocorreu na escola Dom Calábria, em Marituba“Desde o lançamento do Projeto no final de 2019, no bairro da Cabanagem, toda equipe elabora mapas digitais nos sete territórios beneficiados pelo TerPaz. Fazemos identificação e a localização das redes de escolas públicas e privadas; ruas sem pavimentação; praças e terrenos com potencial para implantação de projetos sociais e ambientais; quintais urbanos com potencial para a prestação de serviços ambientais; centros culturais e comunitários; hospitais e postos de saúde. Uma leitura urbana do território, que será construída com a participação da comunidade, pois ela é conhecedora da realidade local”, detalha o coordenador.

Paulo Melo destacou que as informações colhidas pelo projeto, além de serem entregues à Sectet por meio de relatórios, também serão apresentadas à comunidade com um aplicativo. Para o líder comunitário, Nucivaldo Vieira, ter essas informações é “muito importante para que município e Estado possam planejar políticas públicas para a comunidade”.

Drone – As equipes dos dois projetos aproveitaram a ida à escola para fixar um marco geodésico que servirá de referência para o sobrevoo do drone a ser utilizado pelas duas equipes. O drone contribuirá para o mapeamento ainda mais eficiente e detalhado do território.

Segundo o vice-coordenador do projeto Meu Endereço, Renato Neves, a utilização do drone vai facilitar e complementar o trabalho já realizado pela equipe e serve para a elaboração da planta baixa que integra o “Kit Meu Endereço”.

O trabalho conjunto das equipes dos Mapas Digitais e Meu Endereço permite a identificação de demandas sociais das comunidades“A somatória dos dados levantados pelo drone e a sistematização das informações nos mapas digitais, possibilitam a identificação de um conjunto de desigualdades e demandas sociais urgentes das comunidades”, assinala o engenheiro sanitarista e integrante da CRF-UFPA, Daniel Mesquita.

Com os dados sistematizados, segundo o engenheiro, as informações servem de indicadores para nortear o ordenamento urbano local e apontar caminhos para o poder público planejar e construir políticas públicas, com a participação da comunidade, visando a tornar a casa, o lote, a quadra, o bairro e a cidade mais inclusiva para os moradores.

“A expectativa com a parceria é muito positiva, pois as resoluções destas desigualdades representam mais segurança, qualidade de vida e cidadania para os moradores da cidade”, finalizou o engenheiro Daniel Mesquita.

Por Jeniffer Galvão (SECTET)