Empresários de Minas Gerais visitam o PCT Guamá com vista em futuras parcerias

01/09/2020 21h18 - Atualizada em 01/09/2020 21h30
Por Juliane Frazão (PCTGuamá)

Empresários do setor de cosméticos e embalagens foram recebidos pela diretoria executiva e por pesquisadores do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá na tarde desta terça-feira (1º). A visita foi mediada pelo secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Carlos Ledo, e pelo diretor de atração de investimentos e negócios da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Manoel Ibiapina, com o objetivo de apresentar as possibilidades de parcerias entre os centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) instalados no parque e as empresas.

Primeira agenda de uma programação que se estende até quinta-feira (3), a visita é resultado da estratégia de atração de empreendimentos ao Estado, como os benefícios do Decreto nº 579, de 2 de março deste ano, que estabelece isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para indústrias que queiram se instalar nos municípios marajoaras. O empresário Zé Antônio Trindade, CEO da Fioforte Indústria de Cosméticos, empresa situada em Nova Lima, Minas Gerais, ressaltou a biodiversidade amazônica como diferencial estratégico.

“Viemos ao Estado com o propósito de firmar um convênio com o Governo do Pará para construir uma fábrica de extratos vegetais e de cosméticos na Ilha do Marajó. Fiquei impressionado com o que encontrei aqui, principalmente na parte de desenvolvimento de óleos, manteigas e extratos vegetais amazônicos, que é do nosso interesse técnico. As instalações são muito bem desenvolvidas, com todo o maquinário necessário e a equipe de pesquisadores é muito competente, exatamente o que a gente estava procurando em termos de parceria”, disse o empresário.

Estrutura - Os empresários visitaram a estrutura de três dos 17 centros de PDI instalados no parque tecnológico, o Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), o Centro de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA) e o Laboratório de Engenharia Biológica (Engbio), todos ligados à Universidade Federal do Pará (UFPA), uma das instituições parceiras do PCT Guamá.

No Labtecs, os empresários puderam conferir produtos obtidos a partir da extração supercrítica, técnica atrativa por ser considerada um processo livre de resíduos e por evitar a degradação térmica dos extratos. “Por envolverem produtos de alto valor agregado nos quais a qualidade é determinante, as indústrias de alimentos, farmacêutica, cosmética e química fina, por exemplo, podem se beneficiar diretamente desse tipo de tecnologia”, destacou o coordenador do laboratório, Raul Carvalho.

“Do muruci, por exemplo, podemos obter vários produtos para aplicação nas indústrias farmacêuticas, alimentícias e de cosméticos. O óleo é rico em ácidos graxos insaturados, compostos associados ao tratamento e prevenção de problemas cardiovasculares; luteína, substância bastante visada pela indústria de suplementos alimentares, devido ao potencial terapêutico na prevenção e tratamento de doenças maculares relacionadas com a idade; e atividade antioxidante. Pode ser usado como azeite de mesa, para produção de hidratante, dentre outros”, complementou o pesquisador.

O secretário adjunto da Sedeme, Carlos Ledo, avaliou positivamente a agenda. “A visita permitiu que os empresários pudessem se inteirar sobre o que é desenvolvido no PCT Guamá. Essas empresas são grandes e querem desenvolver cosméticos a partir da flora amazônica”.