HRPA inova com ambulatório inédito para tratar complicações ósseas em pacientes renais no sul do Pará
Serviço especializado em Redenção evita deslocamento de pacientes para Belém e fortalece a rede de nefrologia com cirurgias de alta complexidade
Estratégico equipamento de saúde do governo do Estado, o Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção, segue sendo ampliado e descentralizando o serviço de nefrologia, desde consultas ambulatoriais especializadas até os mais complexos procedimentos na terapia intensiva e pós-transplante e, para fortalecer ainda mais a excelência no cuidado centrado nos pacientes renais crônicos, iniciou a oferta do Ambulatório de Doença Mineral Óssea (DMO-DRC).
“A Doença Mineral Óssea é uma das complicações mais graves da Doença Renal Crônica (DRC), levando ao comprometimento grave da qualidade de vida do paciente e, em consequência, aumenta a sua mortalidade”, destaca o coordenador médico responsável técnico do Serviço de Nefrologia e da Linha de Cuidado de Nefrologia do HRPA, Giordano Floripe.
O profissional pontua que essa complicação da Doença Renal Crônica (DRC) demonstra a importante interconexão entre os rins, a saúde óssea e o sistema endócrino. “Quando os rins falham, a produção hormonal e a regulação de substâncias essenciais são comprometidas, levando a ossos frágeis, fraturas, deformidades limitantes e dores intensas, que impactam severamente na qualidade de vida do indivíduo”, explica o nefrologista.
O tratamento multiprofissional com dieta e medicamentos, é fundamental, mas em muitos casos, a progressão da doença leva ao aumento da função das glândulas paratireoides. Nos casos mais severos, a intervenção cirúrgica é indicada para reduzir o tamanho das glândulas e torna-se essencial para a qualidade de vida do paciente.
“Antes, essa possibilidade de tratamento cirúrgico especializado e sistemático era praticamente inexistente fora de Belém. Com a chegada deste novo serviço, a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa) utiliza o HRPA para preencher uma lacuna vital do sistema de saúde. Contando com o apoio de um cirurgião de cabeça e pescoço integrado à equipe, os casos mais graves poderão ser atendidos e conduzidos aqui em Redenção, evitando o difícil deslocamento para Belém ou outro município”, analisa Giordano Floripe.
Entre os tantos pacientes contemplados com o suporte clínico, há quatro meses, Iaracir Silva, de 43 anos, passou pelo procedimento cirúrgico no HRPA e, agora, celebra a qualidade de vida que vem conquistando aos poucos.
“Eu sentia muitas dores nos meus ossos. Não podia ficar muito tempo sentada, muito menos, em pé. Ficava em casa deitada na cama. Após a cirurgia, garanto que melhorei 80%, mas, claro, ainda recente o pós-operatório, sei que irei ficar ainda melhor, pois recebo acompanhamento semanal da equipe multiprofissional aqui no ambulatório. Tenho qualidade de vida. Hoje, temos esse tratamento na rede pública; é maravilhoso contar com este suporte. Muitas pessoas na região precisam deste acompanhamento que é fundamental”, frisou.
A agenda cirúrgica é mensal e o cuidado pós-operatório demanda atenção intensiva. “Este é um trabalho coletivo que visa ir além, oferecendo aos nossos pacientes a oportunidade de uma vida mais longa e com melhor qualidade. Acreditamos que iniciativas como o Ambulatório de DMO-DRC são cruciais para que a medicina de alta complexidade prospere no interior, atendendo cada vez mais pessoas e reforçando o compromisso do HRPA com a saúde da população paraense”, garante o diretor-geral da unidade hospitalar, Ricardo Arruda.
O inédito serviço implementado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) na região do Araguaia, que representa um avanço significativo para a saúde da população no interior do Pará, é celebrado pela secretária de Saúde Pública, Ivete Vaz, como referência em nefrologia no cuidado centrado na pessoa.
“Parabenizo o HRPA pela iniciativa de implantar um serviço tão importante para a melhorar a qualidade de vida desses pacientes, atuando na prevenção e tratamento da DMO. Pelo ineditismo na rede estadual do SUS, é um exemplo que deve ser seguido por outras unidades hospitalares que oferecem o serviço de hemodiálise em diversas regiões do Estado”, comentou a titular da Sespa.
Estrutura - Administrado pela Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (Aselc) em parceria com a Sespa, o HRPA possui um setor exclusivo para acolher os pacientes com doenças renais crônicas. O Centro de Hemodiálise, com 34 máquinas em funcionamento, oferece atendimento para 204 pacientes divididos em três turnos e presta assistência para pacientes em diálise peritoneal, além de ser o único hospital do sul do Pará capacitado para realizar transplante renal.
Texto de Pallmer Barros (Ascom HRPA)
