Sedap e Senar celebram termo de fomento à bovinocultura sustentável

Mais de 600 produtores serão beneficiados nos quatro municípios abrangidos pelo termo firmado

09/07/2020 16h20 - Atualizada em 09/07/2020 17h06
Por Camila Botelho (SEDAP)

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Pará (Senar) que integra o sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), celebraram nesta quinta-feira (9) pela manhã um termo de fomento com o objetivo de dinamizar de maneira sustentável as cadeias produtivas da bovinocultura de corte e leite nos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Tucumã e Água Azul do Norte, no sudeste do Pará. 

Secretário de Desenvolvimento Agropecuário, Hugo Suenaga, ladeado por Carlos Xavier (Faepa) e Walter Cardoso (Senar)O titular da Sedap, Hugo Suenaga, que esteve na sede da Faepa para a formalização do acordo, explicou que o termo é especifico para uma pecuária mais sustentável. Ele observou que os quatro municípios elencados estão inclusos no projeto Amazônia Agora, cujo objetivo é elevar a produtividade dessas propriedades para uma pecuária com maior nível de produção.

Suenaga destaca que a parceria foca em dois nichos: a pecuária de corte e a leiteira. O termo prevê, frisa o secretário, a assistência técnica e a introdução de tecnologias nas propriedades, um trabalho a ser executado pelo Senar. 

A previsão é de as ações começarem, em campo, no próximo mês. “Nós assinamos esse termo de fomento pelo qual será repassado o recurso, lembrando que a cada um real que o Governo do Estado, por meio da Sedap, repassa, o sistema Faepa/Senar/ CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) entra com mais um real. Ou seja, o custo é compartilhado entre as entidades’’, frisou o secretário da Sedap.

“Vamos beneficiar os produtores desses municípios de uma forma que a gente consiga dar celeridade para as ações durante os próximos três anos”, disse Hugo Suenaga, informando que durante o tempo do termo de fomento, serão atendidos mais de 600 produtores nessa região.

Presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), Carlos Xavier assinou o termo e disse que o acordo resulta do alinhamento que vem  ocorrendo com o Governo do Estado, através da Sedap.

“Juntos estamos mostrando ao Brasil - e estamos querendo mostrar ao mundo -, o que nós estamos fazendo no estado do Pará. É o agronegócio com sustentabilidade e com respeito ao nosso ativo natural que é a nossa floresta”, afirmou o titular da Faepa.

Xavier ressaltou ainda que o Pará possui o quarto maior rebanho bovino e o primeiro bovino bubalino. Ele lembrou, também, do destaque do Estado em outras frentes. “Temos hoje seis produtos vegetais em primeiro lugar: cacau, açaí, palma de óleo que é o dendê, a pimenta do reino, a mandioca e o abacaxi. Então não tenho dúvida de que o Pará está dando uma demonstração da nossa capacidade e de nossas potencialidades”.

 

SUSTENTABILIDADE

Superintendente do Senar no Pará, Walter Cardoso participou da cerimônia de assinatura do documento e afirmou que as ações da entidade sempre levam em conta a sustentabilidade.

"Produzir com sustentabilidade, com técnica e com respeito às questões ambientais, ao homem do campo que é exatamente o ser fundamental com o qual todas as entidades devem se preocupar. Esse é o nosso foco. Temos essa missão e compromisso de levar ao produtor rural esses bons ensinamentos, práticas e técnicas para que realmente ele possa ter sucesso no seu empreendimento agropecuário", ressalta. 

Cardoso enfatizou que o termo tem como objetivo, também, estreitar a parceria que já existe entre a Federação da Agricultura no Pará, o Senar e o Governo do Estado, através da Sedap.

Ele destacou que trata-se de um programa diferenciado do Senar que objetiva levar conhecimento ao produtor rural para ele obter melhores condições e efetivamente ter sucesso no seu empreendimento agropecuário. “O Senar vai orientar os produtores com noções de associativismo, comercialização, boas técnicas para produção agropecuária nas suas unidades produtivas”, ressalta.

*Por Rose Barbosa, Ascom Sedap.