PM registra baixo número de notificações por descumprimento ao lockdown em Mosqueiro

Recusa em usar máscaras de proteção e circulação em vias sem necessidade comprovada estão entre as causas

18/05/2020 22h06 - Atualizada em 18/05/2020 22h22
Por Taiane Figueiredo (PM)

Fiscalização auxiliou o cumprimento do lockdown em MosqueiroApenas dez notificações foram realizadas pela Polícia Militar no distrito de Mosqueiro, em Belém, por descumprimento ao lockdown, desde que começou a vigorar o decreto estadual 729/2020. A norma proíbe o funcionamento dos serviços não essenciais, inicialmente em 16 municípios paraenses até o próximo dia 24, para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

As dez notificações registradas em Mosqueiro foram aplicadas pela PM a sete pessoas físicas e uma jurídica por diversos motivos, como a recusa em utilizar máscara de proteção, circulação em vias públicas fora dos serviços essenciais (com aplicação de multa), e transporte coletivo com o número de pessoas em pé acima do permitido. Agentes também vistoriaram transportes coletivos e movimentação de passageiros

Operação Lockdown - O 25º Batalhão da PM tem atuado em várias frentes para ajudar a controlar a pandemia na Ilha. A Operação Barreira foi deflagrada durante 24 horas na localidade do Furo das Marinhas, na entrada de Mosqueiro. Já na Operação “Máscara para Todos” são distribuídas máscaras de proteção e orientações sobre o uso à população, assim como em outros municípios. “Temos também orientado a população, por meio de informativos, a respeito da preocupação do Governo do Estado e da Polícia Militar para que as pessoas fiquem nas suas casas a fim de que possamos conter a pandemia do coronavírus”, informou o comandante do 25º Batalhão da PM, tenente-coronel Francisco Ferreira Júnior.

A fiscalização de estabelecimentos comerciais e do índice de isolamento social foram reforçados na Operação “Comboio”, principalmente bairros Maracajá e Carananduba. Para o major Renato Brandão, subcomandante da unidade, de forma geral a população tem contribuído. “Grande parte da comunidade tem entendido o apelo do Estado em não circular e se manter em casa para conter o risco de contágio da doença”, explicou.

A operação Lockdown vai até o dia 24 deste mês e ocorre em Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Benevides, Breves, Cametá, Canaã dos Carajás, Capanema, Marabá, Marituba, Parauapebas, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e Santarém.

Prevenção - O Comando de Policiamento da Capital II (CPC II), responsável pelo 25º Batalhão e por outras três unidades na capital, confeccionou um protocolo para início e término de serviço no período de vigência da pandemia da Covid-19.

Entre as medidas estabelecidas no protocolo, distribuído para a tropa em forma de manual, estão o uso do material de anticontaminação (luva, máscara e álcool a 70°), a importância de se manter as janelas das viaturas abertas, os cuidados com a desinfecção do uniforme, ao chegar em casa, e até mesmo dicas de produtos adequados para a higienização das mãos e dos objetos.

“O protocolo define como o policial deve agir quando ele assume o serviço, durante o serviço e após. Medidas como essas evitam um número maior de policiais militares contaminados pelo Covid-19”, afirmou o major Cristofe de Carvalho, chefe da 2ª seção do CPC II.

Em abril, a PM recebeu álcool em gel, álcool líquido, máscaras, sabonete e luvas descartáveis para serem distribuídos aos policiais militares em todo o estado. Ao todo foram distribuídas 72 mil luvas descartáveis, 53.900 máscaras, 350 unidades de sabonete líquido, 6.600 litros de álcool em gel e 5.933 litros de álcool líquido 70°. Os produtos foram adquiridos com recursos da Segup e da própria corporação, com o objetivo de que cada viatura policial tenha seu próprio kit de higiene.