Com apoio da Emater, assentados voltam a receber crédito rural em Altamira

Outras 30 famílias da comunidade Picadinho, do assentamento Lajes, devem ser contempladas até maio

16/04/2020 11h19 - Atualizada em 16/04/2020 11h25
Por Aline Miranda (EMATER)

O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Altamira, no sudoeste do Estado, está ajudando a retomar o acesso ao crédito rural para assentados da reforma agrária no município, depois de um hiato de pelo menos cinco anos, provocado por questões burocráticas e gargalos das demandas, entre outros desafios.

O marco oficial se deu semana passada, pelo produtor de cacau Antônio Bezerra, da comunidade Picadinho, do assentamento Lajes. Com projeto da Emater pela linha A do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e liberação do Banco da Amazônia (Basa), ele recebeu cerca de R$ 25 mil a ser aplicados na aquisição de roçadeiras e de pulverizadores motorizados. 

Outras 30 famílias da mesma comunidade deve ser contempladas até maio, a maioria cacauicultora, com propriedades entre 20 e 25 hectares, terras de alta fertilidade (“terra roxa”) e mão-de-obra exclusivamente familiar.

“São projetos da Emater que já estão internalizados no Banco, pequenas propriedades mesmo. Esta parceria com o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], com o Basa, isso tudo é o que move, é que faz acontecer a verdadeira reforma agrária, a reunião de esforços dos vários níveis de governo em um município como Altamira, onde foi preciso reassentar famílias e onde o cacau, uma das commodities agrícolas com maior valor agregado agora negociadas em bolsa, possui três das maiores compradores multinacionais diretamente aqui”, explica o chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária Henrique Pastana. 

A expectativa da Emater é que mais 60 famílias, com potencial imediato, sejam selecionadas no segundo semestre.