Emater analisa projetos e metas cumpridas para o desenvolvimento rural em 2019

30/12/2019 17h29 - Atualizada em 30/12/2019 18h16
Por Rodrigo Reis (EMATER)

Quatro novos escritórios foram entregues pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), desde o início do ano, no interior do Estado. Os municípios de Santa Izabel, Terra Alta, na região nordeste; e Vitória do Xingu e Anapu, ambos no sudoeste paraense, passaram a contar com escritórios novos e equipados para melhor atender os agricultores locais. Até o final de dezembro novos escritórios ainda serão entregues.

NOVOS ESPAÇOS - Até o final de dezembro mais quatro escritórios serão entregues pela Emater: Acará, Tomé-Acu, Concórdia do Pará e Rurópolis. E no primeiro trimestre de 2020, mais cinco: Cachoeira do Arari e Salvaterra, na Ilha de Marajó; e Rondon do Pará, Parauapebas e Eldorado dos Carajás, na região sudeste. Já a Unidade Didática de Bragança (UDB) vai receber a nova Unidade de Solos.

Projeto elaborado pela Emater transforma lixo em compostagem

Projeto piloto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) que transforma o lixo da feira das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa) em compostagem orgânica encerrou a fase de testes. O projeto agora está pronto para ser aplicado em grande escala, afirma o engenheiro agrônomo da Emater, Antônio Carlos Lima, que está à frente do projeto.

O projeto da Emater prevê uma economia anual de R$ 700 mil para o Governo do Estado - dinheiro atualmente gasto para acomodamento, transporte e despejo de um volume mensal de mais de 500 toneladas de resíduos de frutas, verduras e legumes no aterro sanitário em Marituba, na Região Metropolitana de Belém.

Unidade Tecnológica - O município de Santa Bárbara, na Região Metropolitana de Belém (RMB) ganhou, em junho deste ano, uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), que trabalha com manejo de abelha sem ferrão. A implantação da unidade faz parte de convênio entre a Emater e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Ao todo, são 25 famílias atendidas, todas da comunidade Expedito Ribeiro.

Projetos de créditos elaborados pela Emater mudam vida de agricultores

Agricultores de vários municípios paraenses foram contemplados com projetos de créditos elaborados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater). Até setembro deste ano, foram mais de 2.475 projetos em todo o Estado, totalizando R$ 33.451.189,85. Até dezembro, a expectativa é que o valor ultrapasse os R$ 50 milhões em projetos aprovados. Os projetos melhoram a vida do agricultor e também promovem a geração de emprego e renda no município.

Para o ano de 2020, a Emater vai fortalecer a aplicação de créditos rurais nos 144 municípios paraenses. “Vamos chegar com mais frequência ao quilombola e ao indígena”, comenta Leão. Ainda de acordo com ele, convênios com instituições importantes vão ajudar nesse processo: Banco do Estado do Pará (Banpará) e Banco do Brasil, por exemplo, já firmaram compromisso com a Emater nesse sentido.

Famílias paraenses vão receber crédito fundiário inédito

Até o final de dezembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve contratar crédito fundiário de projeto-piloto que inclui cinco famílias de agricultores do município de São Domingos do Araguaia, no sudeste do Estado, no Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Todas as cinco foram selecionadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) a partir de história de vida e condição socioeconômica.

Os contratos giram em torno de R$ 87 mil e 500 (valor do lote, mais custos de operação), com carência de três anos e subsídios, como desconto-pontualidade, que podem reduzir a dívida a até R$ 70 mil, com financiamento por 25 anos. Neste acaso, os contratos serão financiados com o Banco do Brasil (BB).

A Emater já possui uma demanda imediata de outro 300 projetos de crédito fundiário para os municípios de Brasil Novo, Dom Eliseu, Conceição do Araguaia, Irituia, Marabá, São Miguel do Guamá e Redenção.

Emater desenvolve projeto para produção de pirarucu

Projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) de criação de pirarucu em tanque suspenso ganha mercado no Brasil e no exterior. Instalado na propriedade do piscicultor Eduardo Arima, em Benevides, na Região Metropolitana de Belém (RMB), o projeto tem cerca de 2,5 mil animais dentro de 10 tanques suspensos. Arima abate 20 pirarucus por semana e amostras da carne já foram enviadas para os Emirados Árabes e já há solicitação de mercados da Argentina e Uruguai, na América do Sul; e Estados-Unidos, na América do Norte. Da carne, conhecida como o "bacalhau da Amazônia", é possível extrair mais de 2 m² de couro sustentável. Esta pele do peixe também está sendo testada para, depois de curtida, abastecer o mercado europeu de moda, a princípio em parceria com uma indústria de Icoaraci, distrito próximo do município de Benevides.