Egressos recebem assistência jurídica e psicossocial em ação do TerPaz

17/09/2019 10h07 - Atualizada em 17/09/2019 11h12
Por Vanessa Van Rooijen (SUSIPE)

Assistências jurídica e psicossocial, além de emissão de documentos foram oferecidas a egressos e familiares do sistema penitenciário paraense na manhã do último sábado (14). A programação ocorreu na Escola José Valente Ribeiro, no bairro da Cabanagem, em Belém, e faz parte do programa Territórios pela Paz (TerPaz), do governo do Estado.

Por meio da Diretoria de Reinserção Social (DRS), a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), em parceria com a Fábrica Esperança e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), auxilia os egressos na busca da melhoria de vida com educação e trabalho.

"Eu sou muito grato a esse projeto, porque através dele eu tive a oportunidade de estudar e organizar minha documentação, que eu não tinha. Também fui incentivado a fazer cursos, já estou indo para o quinto no projeto. Com 1 ano e 6 meses fazendo parte dessa ação, ganhei a oportunidade de trabalhar na Fábrica Esperança de carteira assinada e isso é um incentivo muito grande para a pessoa que não teve chance de concluir seus estudos", afirmou o egresso Michel Bruno de Souza.

Com sentimento de gratidão, Michel revela os planos para o futuro. "A partir de agora, depois que eu concluir meus estudos, quero continuar no projeto abraçando as oportunidades que ele oferece e, daqui pra frente, só adquirir conhecimento. Quanto mais melhor. Meu objetivo é ser um bom profissional, um bom pai de família e fazer a diferença no meio da sociedade", descreve.

Durante a ação, 25 egressos e familiares foram atendidos. Quatro advogados, duas assistentes sociais e uma psicóloga da Coordenadoria de Assistência ao Egresso e Família (Caef) da Susipe realizaram as assistências e alunos do curso de serviço social da Universidade da Amazônia (Unama) deram apoio.

Renato Siqueira está fora do cárcere desde 2012. Para ele, o projeto só aumenta a vontade de melhorar de vida. "Saber que tem pessoas que estão valorizando o egresso me faz reconhecer que preciso me empenhar para poder caminhar melhor e abraçar essas oportunidades. Existem pessoas que acham que por estarem atrás das grades a vida acabou, mas isso é errado. O projeto me ajudou a expandir e abraçar essas chances", disse.

Segundo o diretor de Reinserção Social (DRS), Belchior Machado, as ações são de extrema importância para que essas pessoas consigam retomar a vida social. "O egresso do sistema prisional, bem como seus familiares, necessita de assistência nas mais diversas áreas, para que possam se desenvolver em liberdade, serem reinseridos socialmente, construindo a cidadania passo a passo, com a documentação necessária, educação, oportunidades de trabalho e assistência social, psicóloga e jurídica", afirmou.

*Colaboração: Fernanda Cavalcante