Operação combate o desmatamento ilegal em Área de Proteção Ambiental

25/08/2019 13h31 - Atualizada em 26/08/2019 10h27
Por Ronan Frias (SEMAS)

Desde a madrugada deste domingo (25), o governo do estado realiza mais uma etapa da operação de repressão ao desmatamento ilegal no Pará. Dessa vez, as equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Polícias Militar e Civil e do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) atuaram em conjunto na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, entre os municípios de São Félix do Xingu e Altamira, cidades que concentram os maiores índices de desmatamento ilegal no estado. A equipe de monitoramento da Semas acompanhou, via satélite, o crescimento exponencial do desmatamento entre os meses de maio, junho e julho, deste ano. Somente nos primeiros 17 dias de agosto foram registrados aproximadamente 60 focos de queimadas na área.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O'de Almeida, operações como essa são fundamentais para reduzir queimadas provocadas devido ao desmatamento ilegal. "O Código Florestal proíbe as queimadas, com raríssimas exceções. O fogo que estamos constatando na Amazônia está vinculado sobretudo ao desmatamento ilegal. De forma residual, há casos de focos de queimada na beira de estradas que ocorrem nesse período do ano ligado a diversos fatores. Também há casos de queima acidental. O que devemos fazer é reforçar o combate ao desmatamento ilegal, com repressão e monitoramento, que em consequência, as queimadas diminuirão. Também é necessário chamar e estimular os municípios para que nos ajudem nesse combate”, comentou o titular da Semas.

No local, foram destruídos 9 acampamentos clandestinos de madeireiros que retiravam as árvores da floresta de forma ilegal. Além disso, foram apreendidos 4 tratores do tipo escavadeira, 6 armas de fogo, 14 motoserras e 19 motocicletas utilizadas para transporte dentro da mata. A área que foi desmatada ilegalmente tem a extensão de aproximadamente 2.000ha. Todo o terreno já foi embargado e não poderá ser usado em qualquer destinação sem que seja realizada a regularização fundiária e ambiental do local. As equipes percorreram 250km, alguns trechos dentro da floresta, antes do sol nascer para encontrar os madeireiros em flagrante.

“Fortalecendo ainda mais a parceria entre os órgãos federais de fiscalização e estaduais de segurança, nós continuamos com a ação no PDS Virola Jatobá, em Anapu, e iniciamos, também, uma outra operação na região de São Félix do Xingu, que são dois grandes pontos de desmatamento e de queimadas identificados. Iremos manter as ações e programar outras, principalmente nesses períodos de maior seca, em que o desmatamento e as queimadas aumentam”, avaliou o secretário de Estado de Segurança Pública e da Defesa Social, Ualame Machado.

Esta é já é a quarta ação integrada dos órgãos de fiscalização ambiental realizada somente neste mês. Além de São Félix do Xingu, as fiscalizações ocorreram ao longo da Transamazônica,  na região de Anapu e em Juriti, onde duas balsas com madeira foram apreendidas pela Polícia Civil em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Com a operação de hoje, os dados de combate ao desmatamento subiram. Até agora já foram mais de 1.600 toras e 650 estacas de madeiras apreendidas além de 2 balsas, 6 escavadeiras, 3 caminhões, 8 armas de fogo com munições, 12 motosserras, 19 motocicletas e 10 acampamentos de clandestinos de extração de madeira foram desmontados.

 Sobre a APA Triunfo do Xingu:  A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu foi criada pelo Decreto Estadual n°. 2.612 de 04 de dezembro de 2006, possuindo uma área total de 1.679.280,52 ha, na qual 1.102.779,30 ha (66%) situam-se no município de São Félix do Xingu e 576.501,22 ha (34%) no município de Altamira.

Altamira está em primeiro lugar no ranking de desmatamento ilegal no Pará e na Amazônia legal e a cidade de São Félix do Xingu vem logo em seguida. A Área de Proteção Ambiental fica entre os dois municípios, por isso, ela está recebendo atenção especial. O trabalho de fiscalização integrado entre os órgãos é importante para obtermos esses bons resultados logo no primeiro dia. Hoje, todas as equipes de fiscalização do estado estão em campo", pontuou a diretora de fiscalização Da Semas e coordenadora do Centro Integrado de Monitoramento Ambiental, Andréa Coelho.