Hospital Geral de Tailândia adota polvos terapêuticos para recém-nascidos da UTI Neonatal
Os bonecos de tricô ou crochê, fetos com técnica japonesa, são mais um recurso no ambiente de humanização e acolhimento oferecido pela unidade do Governo do Pará
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Geral de Tailândia (HGT), no Sudeste paraense, iniciou nesta semana o uso dos polvos terapêuticos de amigurumi (técnica japonesa para criar bonecos tridimensionais, como bichinhos ou personagens, feitos à mão em crochê ou tricô), como nova estratégia de humanização voltada aos recém-nascidos internados. Os bonecos passam a integrar a rotina de cuidados dos bebês, proporcionando mais acolhimento em um ambiente onde cada detalhe faz diferença no processo de desenvolvimento dos pacientes.
Os 10 polvos terapêuticos utilizados na UTI Neonatal foram confeccionados pela enfermeira Silmara Almeida, coordenadora da unidade, que dedicou as últimas semanas à produção das peças. O trabalho manual foi realizado com atenção a cada detalhe, considerando os cuidados necessários para que os amigurumis pudessem ser incorporados com segurança ao ambiente hospitalar.
“A ideia surgiu do desejo de proporcionar ainda mais conforto aos nossos pequenos pacientes. Passei algumas semanas confeccionando cada polvinho com muito cuidado, pensando no bem-estar dos bebês e no acolhimento das famílias que acompanham esse momento tão delicado da internação”, disse Silmara Almeida.
Cuidados rigorosos - Após serem confeccionados, os amigurumis passam por critérios específicos de segurança antes de serem disponibilizados aos recém-nascidos, incluindo a escolha de materiais adequados, processos de higienização na lavanderia hospitalar, esterilização na Central de Material e Esterilização (CME) e avaliação da equipe responsável, garantindo sua utilização segura no ambiente hospitalar.
“Os polvos terapêuticos de amigurumi chegam como mais um recurso complementar dentro das nossas ações de humanização da assistência neonatal. Eles não substituem nenhum tratamento ou cuidado médico, mas representam mais uma forma de oferecer conforto, acolhimento e cuidado aos nossos bebês durante a internação”, destacou Silmara Almeida.
A iniciativa, adotada em diversas unidades neonatais de outros países, tem como objetivo oferecer uma sensação de conforto aos bebês, especialmente aos prematuros. Seus tentáculos remetem ao cordão umbilical e podem proporcionar ao recém-nascido uma sensação de familiaridade com o ambiente intrauterino.
Reconhecimento – Para Cícera do Nascimento, 47 anos, que acompanha a neta Valentina Alves, a iniciativa foi bem recebida. “Eu achei muito válida essa ideia. Aqui eles já são tão bem cuidados pelos médicos, pela enfermagem e por toda a equipe. E se é pra melhorar ainda mais, tudo que vier é bem-vindo. Achei muito bonito ver os polvos, eles segurando, dá até mais conforto pra gente”, disse Cícera.
Além disso, experiências observadas em algumas unidades indicam que os bebês podem permanecer mais tranquilos ao segurar os tentáculos, diminuindo o impulso de puxar sondas, cateteres e outros dispositivos utilizados durante a assistência, sempre sob supervisão da equipe de saúde.
A UTI Neonatal do Hospital Geral de Tailândia vem se consolidando como um importante reforço na rede materno-infantil da região. Entregue recentemente, a unidade dispõe de dez leitos especializados para o atendimento de recém-nascidos prematuros e de alto risco. Em quase seis meses de funcionamento, já foram registradas mais de 80 internações, número que evidencia a crescente demanda e a relevância do serviço para a população atendida.
Serviço: O Hospital Geral de Tailândia integra a rede pública de saúde do Governo do Pará e dispõe de 71 leitos, sendo 10 de UTI Adulto e 10 de UTI Neonatal. Os atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso pela Central de Regulação Municipal.
Texto: Ascom/HGT

