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Seap apresenta projetos de ressocialização no Pavilhão dos Municípios 2026 em Belém

Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) destaca ações desenvolvidas no sistema prisional do Pará e expõe produtos produzidos por custodiados

Por Caroline Rocha (SECOM)
13/06/2026 12h48
Estande da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) no Pavilhão dos Municípios exibe artesanato feito por custodiados

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) participa do Pavilhão dos Municípios 2026, realizado de 11 a 14 de junho, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. Durante o evento, a Secretaria apresenta ações, projetos e iniciativas voltadas à ressocialização, à qualificação profissional e à inclusão social de pessoas privadas de liberdade no sistema prisional paraense.

No estande da Seap, os visitantes podem conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela instituição e adquirir produtos confeccionados por custodiados, como peças de marcenaria e itens produzidos pela Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe). Os produtos são resultado de projetos que incentivam a capacitação profissional, a geração de renda e a reintegração social.

Analista da Seap, Flávio Ramos: "Seap atua para promover a ressignificação da vida às pessoas privadas de liberdade".

Promovido pelo Governo do Estado, o Pavilhão dos Municípios — O Pará se encontra aqui — reúne cultura, turismo, gastronomia, negócios, experiências e desenvolvimento regional em um espaço voltado à valorização dos territórios paraenses. A iniciativa busca aproximar municípios, população, trade turístico, investidores e parceiros institucionais, fortalecendo conexões e ampliando oportunidades de desenvolvimento.

Com foco na descentralização das políticas públicas e no fortalecimento das vocações regionais, o projeto funciona como uma vitrine das potencialidades turísticas, culturais e econômicas dos municípios paraenses, contribuindo para a promoção dos territórios e a atração de investimentos.

O analista em gestão da Seap, Flávio Ramos, destacou a importância dos trabalhos produzidos pelos custodiados e expostos durante o evento. Segundo ele, além de incentivar a qualificação profissional, as atividades também contribuem para a remição da pena.

"Todo esse trabalho é feito por trabalho de artesanato. Nós trouxemos a carreta de trem, toque-toque, o barco, helicóptero. Vários produtos que eles trabalham com atividade de remissão. Cada três dias trabalhados, um dia na remissão de pena. Todo o lucro vai para o fundo de penitenciária, e de lá é distribuído de acordo com o que determina a Lei", disse Ramos.

Ao comentar sobre as oportunidades de transformação proporcionadas pelos projetos desenvolvidos pela Secretaria, Flávio ressaltou o papel da instituição no processo de reinserção social.

"Por algum erro na vida, percalços, alguém caiu no sistema penitenciário, mas já trazia toda uma bagagem de habilidades, só faltava ser desenvolvido e ter oportunidade para isso. No caso do governo do Estado, mediante o trabalho realizado pela Seap, que está dando a todos os custodiados essa oportunidade dessa remissão e renovação de vida, ressignificação da vida de cada pessoa privada de liberdade".

Integrante da Coostafe, a custodiada Catarina Alcântara afirmou que participar do Pavilhão dos Municípios representa uma importante oportunidade para divulgar e comercializar os produtos confeccionados pela cooperativa.

"A Coostafe agradece muito a oportunidade. A gente trabalha com artesanato, então é uma oportunidade única estar no Pavilhão dos Municípios. E, para gente, a divulgação é maravilhosa, que é a oportunidade de venda, divulgar o nosso trabalho dentro do cárcere e da nossa reinserção social", comentou.

Catarina também destacou o impacto positivo da cooperativa na vida das participantes e a importância das iniciativas de ressocialização promovidas pela Seap.

"Nós somos 30 cooperados e para a gente é muito importante essa produção, pois está mudando a nossa história. Fazendo arte, a gente está mudando a nossa história. E a gente está mostrando para a sociedade que a Seap está ajudando com iniciativas que funcionam dentro do cárcere, e mostrar para a sociedade que é possível mudar assim a nossa história com a arte. Através do artesanato, da costura, da arte em si", ressaltou Catarina.