Feira do empreendedorismo inclusivo gera emprego e renda para pessoas atípicas
Evento organizado pela Sespa/Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo ocorrerá no sábado e domingo, no Porto Futuro, também envolvendo mães de crianças neurodivergentes
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (Cepa), realiza no sábado (14) e domingo (15) mais uma edição da Feira do Empreendedorismo Inclusivo, evento promovido pelo Governo do Pará, via Sespa, para possibilitar novas oportunidades de trabalho e renda para pessoas no espectro do autismo, pais, mães e cuidadores de crianças atípicas.
O evento será na orla do Complexo Porto Futuro, em Belém, das 16h às 21h, nos dois dias. Serão cerca de 15 empreendedoras, que comercializarão artigos de decoração, artesanato, acessórios e brinquedos voltados para crianças no espectro do autismo, como squishes e fidget toys, que auxiliam na regulação sensorial.
“Sabemos que a vida da pessoa no espectro do autismo, e a jornada parental das mães e pais de crianças neurodivergentes, é repleta de desafios, e um deles é justamente a questão do trabalho formal. Por isso, a Cepa criou a Feira do Empreendedorismo Inclusivo, para termos um evento em que as pessoas pudessem vender seus produtos e, desta forma, ter uma alternativa ao emprego formal, que muitas vezes fecha as portas para quem é diferente ou para aqueles que possuem as demandas de atenção e cuidado, um suporte constante. Mais do que uma oportunidade de emprego e renda, a feira é uma possibilidade de crescimento pessoal e independência financeira”, explica Brenda Maradei, coordenadora da Cepa.
É o caso da artesã Aila Lima, 35 anos, que é atípica e hoje vive exclusivamente da sua arte, comercializada em eventos como a Feira do Empreendedorismo Inclusivo. “Eu pinto quadros autorais em MDF, inspirados em causas e temáticas que me atravessam, como a defesa dos animais e do meio ambiente, a valorização da cultura amazônica e o enfrentamento de preconceitos, como racismo, machismo e homofobia. A Feira é uma grande oportunidade de renda, pois hoje eu vivo 100% da minha arte”, garante Aila.
Cadastro - Para dar oportunidade a outras mães empreendedoras, a Cepa abre cadastro para quem estiver interessado em participar das próximas edições da Feira do Empreendedorismo Inclusivo. Quem quiser expor seus produtos no evento deverá preencher um formulário pela internet, disponível no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeRjYH2aruMWOY1d-sE0sqz25XM5FnD3QCZqFmx9__QvniVVA/viewform?usp=publish-editor e aguardar a lista de chamada para participação.
“Nossa meta é permitir que, cada vez mais, um número maior de empreendedoras possam dar visibilidade ao seu trabalho através da feira. Esperamos que, com este incentivo, pessoas no espectro do autismo e mães e pais atípicos consigam alavancar suas vendas e fortalecer seu trabalho, transformando sua criatividade e iniciativa empreendedora em negócios lucrativos”, ressaltou Brenda Maradei.

