Hospital da Mulher do Pará realiza mutirão de implantes contraceptivos de longa duração
Ação integra a programação da Semana da Mulher e amplia o acesso ao planejamento reprodutivo, além de promover a qualificação profissional
O Hospital da Mulher do Pará (HMPA) promove um mutirão de implantes anticoncepcionais de longa duração como parte da programação da Semana da Mulher da unidade. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento do planejamento familiar desenvolvidas no hospital, com atendimento a pacientes reguladas pelo sistema da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
Inserido sob a pele do braço, o método contraceptivo reversível de longa duração, conhecido pela sigla em inglês LARC, é eficaz e dispensa o uso diário, eliminando assim falhas por esquecimento da utilização. O implante contraceptivo oferece proteção por até três anos e permite o retorno da fertilidade após a retirada, sendo considerado uma das alternativas mais seguras no planejamento reprodutivo.
Para a ginecologista Brenda Diniz Rodrigues, iniciativas que ampliam o acesso aos métodos contraceptivos de longa duração representam um passo importante na garantia dos direitos reprodutivos das mulheres. “Os LARCs permitem que a mulher tenha controle sobre seu planejamento reprodutivo, com métodos seguros, eficazes e que promovem verdadeira autonomia sobre quando e se deseja engravidar”, destaca.
Entre as pacientes atendidas está a autônoma Júlia Ferreira, de 26 anos, moradora do município de Marituba, que buscou o método para planejar melhor a chegada de um próximo filho. “Eu estava querendo e fui procurando informações, até que consegui o encaminhamento para o hospital. Sou casada, tenho uma filha de dois anos ainda e preciso esperar um pouco para ela crescer antes de pensar no próximo filho. Muitas mulheres procuram porque realmente não querem engravidar e outras apenas para se proteger por um tempo, que é o meu caso”, contou.
A estudante de psicologia Mariane Canuto, também de 26 anos, relatou que o procedimento foi rápido e trouxe mais segurança para seu planejamento de vida. “Foi tranquilo o implante, não dói nada. A médica sempre me tranquilizando e isso foi muito importante para mim. Realmente é um divisor de águas, porque neste momento eu não quero engravidar, mas quem sabe futuramente”, afirmou.
Para a cuidadora de idosos Letícia da Costa, de 20 anos, o acesso gratuito ao método contraceptivo representa uma oportunidade importante para muitas mulheres. “Eu acho muito importante porque muitas mulheres não têm condições e querem se proteger de alguma forma. A maioria dos medicamentos hoje em dia é cara, os anticoncepcionais também são caros, então eu acho muito importante porque ajuda muitas mulheres”, disse.
Qualificação - Além de ampliar o acesso ao método, o Hospital da Mulher do Pará também fortalece a qualificação profissional na área da saúde. Durante o mutirão, residentes de medicina e acadêmicos de instituições públicas e privadas participam de capacitação prática para a aplicação do implante contraceptivo.
A equipe envolvida na ação é composta por seis médicos residentes, doze acadêmicos de medicina e dois médicos ginecologistas. A iniciativa alia assistência à população e formação especializada, contribuindo para a qualificação de futuros profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Além da assistência à população, a ampliação também fortalece a formação de acadêmicos de medicina e residentes médicos, que passam a vivenciar na prática o cuidado integral à saúde da mulher e o acesso a tecnologias contraceptivas modernas. Assim, o hospital cumpre um papel duplo: cuidar das mulheres do nosso estado e formar profissionais cada vez mais qualificados para o SUS”, reforça Brenda.
Com aproximadamente 400 implantes contraceptivos reversíveis realizados desde agosto de 2025, o hospital mantém um ambulatório específico para esse tipo de atendimento. Para ter acesso ao método, as pacientes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Usina da Paz, onde recebem encaminhamento para atendimento no Hospital da Mulher do Pará.
Texto: Ascom/HMPA

