Com 'CiranDelas', Fundação Cultural do Pará promove diálogo com mulheres em Marabá
Na Estação Cultural e Usina da Paz, cerca de 200 mulheres falaram sobre suas vivências, resultando em histórias que depois se transformaram em escrita e bordado
Dialogar sobre vivências e as dificuldades de ser mulher, a partir da literatura, música e narrativas pessoais. Esse foi o objetivo do Workshop "CiranDelas", promovido pela Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP) em Marabá, no sudeste paraense, entre os dias 3 e 6 de março. Os encontros ocorreram na Estação Cultural e na Usina da Paz, envolvendo cerca de 200 mulheres, de idades variadas.
O trabalho, conduzido pela pesquisadora e contadora de histórias Gabi Silva, foi elaborado a partir de pesquisas na região. "As histórias de vida das mulheres que conheci, durante minhas andanças pelas regiões Sul e Sudeste do Pará, me provocaram a iniciar oficinas com mulheres a partir de textos literários e, com a voz delas e suas narrativas, transformar essas vivências em espetáculos de contação de histórias", explicou a pesquisadora.
Segundo ela, além de estimular a troca de experiências e a construção de narrativas entre mulheres de diferentes gerações, o projeto oferece um lugar seguro para que as participantes se expressem, falem de suas dores e vivências em um ambiente acolhedor e afetuoso.
Aprendizado - A estudante Kerlem Vitória participou dos encontros na Estação Cultural, e disse que a possibilidade de aprender com mulheres mais experientes a motivou a participar do projeto. "Nós, jovens, podermos aprender com mulheres mais velhas e com mais experiências de vida. É uma forma de aprender e melhorar nosso dia a dia. Uma roda de conversa como elas é uma forma de vencer traumas, bloqueios e nos fortalecer como mulheres", acrescentou Kerlem.
Evilângela Lima, coordenadora de Promoção Cultural da FCP, contou que as histórias compartilhadas durante o workshop se transformam em cartas escritas ou bordadas em tecidos. "Neste workshop trabalhamos a escrita como forma de expressão, mas nossas histórias podem ser contatas através da música, da dança, do corpo, da arte como um todo. O importante é não deixarmos de nos expressarmos", enfatizou a coordenadora.

