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De alunas a empreendedoras: Usinas da Paz transformam a vida de mulheres no Pará

Com oportunidades para diversas capacitações, elas conquistam independência financeira e simbolizam o impacto das políticas públicas de cidadania

Por Giovanna Abreu (SECOM)
08/03/2026 10h33

A trajetória da empreendedora Bruna Diniz, de 29 anos, é o reflexo de como a qualificação técnica pode transformar realidades. O que começou há cinco anos como uma produção informal de doces em sua própria cozinha, hoje é um negócio profissional estruturado graças às mais de 50 capacitações realizadas nas Usinas da Paz (UsiPaz). O impacto da iniciativa, coordenada pelo governo do Pará, vai além da técnica: em 2025, o público feminino representou cerca de 70% dos atendimentos nas unidades, consolidando as usinas como espaços estratégicos para a independência financeira e o empoderamento feminino no Estado.

“Iniciei na cozinha de casa, com o que tinha à mão. Através das qualificações, conquistei minha cozinha profissional, adquiri equipamentos de qualidade e hoje garanto um serviço de excelência aos clientes”, afirma Bruna, que se tornou um exemplo na comunidade e recebeu o apelido carinhoso de ‘dona da usina’. “Tenho orgulho de gerar uma renda que me permite oferecer oportunidades para minha filha que eu mesma não tive”, diz ela, que celebra a profissionalização de seu negócio, a Doceria da Maria.

A mudança não foi apenas financeira, mas também emocional. Bruna relata que as atividades funcionam como um suporte para a saúde mental. “Os cursos são terapêuticos. Incentivo que todas as mulheres se permitam participar, pois aqui o aprendizado é gratuito e conduzido por profissionais que nos impulsionam”, finaliza.

Centralidade feminina - Segundo a Secretaria de Estado de Articulação da Cidadania (Seac), a forte presença feminina - que chega a 70% do público total - evidencia o protagonismo das mulheres nas comunidades atendidas. De acordo com a instrutora de gastronomia Narinha Tabosa, os cursos promovidos pela Sectet vão além do preparo de alimentos. “Elas aprendem técnica, precificação e gestão. Muitas conquistam a independência financeira rapidamente, realizando sonhos que antes pareciam distantes devido ao alto custo de cursos particulares”, explica.

Diversidade de eixos - A atuação das UsiPaz abrange ainda áreas como moda, tecnologia e artesanato. No bairro do Bengui, a costureira Tereza Laurentino, 57 anos, encontrou no artesanato em juta uma nova fonte de receita. “As capacitações me deram oportunidade de crescimento. Hoje, produzo bolsas de alto valor estético e comercial”, comemora.

O titular da Sectet, Victor Dias, reforça que o acesso à formação de qualidade é o principal motor para a inclusão produtiva. “Ao se qualificarem, as mulheres ampliam suas possibilidades de renda e ocupam o mercado com mais segurança”, destaca. Para a secretária da Seac, Elieth Braga, o avanço de uma mulher impacta toda a vizinhança: “Quando uma mulher encontra acolhimento e cidadania, toda a comunidade avança junto”.

Sedeme - A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) também registrou números expressivos, com mais de 600 mulheres atendidas em 2025. Cursos como “Seja um Empreendedor de Sucesso” focam na mudança de mentalidade. “Trabalhamos para que elas superem crenças limitantes e se tornem protagonistas de suas carreiras”, conclui o professor Guilherme de La Rocque.