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Delegação do Reino Unido visita Parque de Bioeconomia e conhece modelo de inovação com base na floresta

Representantes do programa Partnerships for Forests também conheceram o Parque e o Laboratório-Fábrica, voltados à incubação de startups e à produção experimental

Por Arthur Sobral (SEMAS)
05/03/2026 18h33

Uma delegação do Reino Unido visitou, na quarta-feira (4), o Parque de Bioeconomia, em Belém, para conhecer de perto a estrutura e o modelo de funcionamento do espaço criado para impulsionar negócios sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica. A agenda foi conduzida pela secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), Camille Bermeguy, com apresentação dos ambientes de inovação e das estratégias do governo do Pará para fortalecer a sociobioeconomia com a floresta em pé.

Os visitantes são representantes do Partnerships for Forests (P4F), programa do governo britânico que apoia negócios de impacto e parcerias sustentáveis para proteger florestas tropicais. A iniciativa atua mobilizando investimento privado, fortalecendo comunidades locais e promovendo cadeias de valor sustentáveis na América Latina (incluindo o Brasil), África e Sudeste Asiático, conectando setor público, setor privado e comunidades em “parcerias florestais” com valor compartilhado na conservação.

Ao contextualizar o papel estratégico do equipamento para o Pará, como ferramenta que vai transformar a biodiversidade em oportunidade, inovação e geração de renda, a secretária-adjunta destacou que o Parque funciona como um ponto de encontro entre ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais, conectando empreendedores e comunidades a soluções produtivas e ao mercado.

“O Parque de Bioeconomia foi pensado para ser o endereço da inovação de base florestal no Pará. Um ambiente que reúne startups, comunidades e pesquisadores, com serviços, incubação e conexão com investimento. Aqui a gente cria as condições para transformar a sociobiodiversidade amazônica em produtos, tecnologias e oportunidades, com geração de renda e valorização de saberes tradicionais”, afirmou Camille Bermeguy.

Durante a visita, foi apresentado o plano de funcionamento do Parque, que integra coworkings, incubadoras, aceleradoras, salas de reunião, fundos de investimento, showroom de inovação, lounge para eventos e o Balcão Único, voltado a conectar empreendedores a soluções tecnológicas e produtivas. 

O espaço foi planejado como um ambiente de cocriação entre comunidades, startups e pesquisadores, e abriga ainda a Escola de Saberes da Floresta, dedicada à valorização de conhecimentos tradicionais e à formação técnica voltada ao manejo sustentável.

O Centro de Bioeconomia e Inovação da Amazônia é um dos pilares do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) do governo do Pará, que orienta ações para promover desenvolvimento socioeconômico sustentável e inclusivo, com valorização da biodiversidade e do conhecimento tradicional.

Laboratório-Fábrica

A delegação também conheceu o Laboratório-Fábrica, que integra o Centro de Inovação do Parque e funciona como uma planta-piloto equipada para pesquisa e desenvolvimento e produção experimental de alimentos, cosméticos e químicos finos a partir de insumos florestais. 

Todo o complexo de desenvolvimento de bioeconomia tem o papel de articular a rede de laboratórios parceiros e conectar pesquisas ao setor produtivo, e o Showroom de Inovação, vitrine de tecnologias verdes e novos produtos da bioeconomia para investidores, compradores e parceiros.

Para a secretária-adjunta, o avanço das políticas públicas estaduais e a consolidação de estruturas como o Parque explicam por que o Pará vem atraindo atenção de governos e instituições de outros países interessadas em apoiar soluções sustentáveis na Amazônia.

“O Pará vem consolidando uma política pública robusta para a bioeconomia, com instrumentos como o PlanBio e estruturas como o Parque e o Laboratório-Fábrica, que aproximam ciência e mercado com responsabilidade socioambiental. Esse avanço desperta o interesse de governos, empresas, fundações e instituições estrangeiras, porque o mundo busca soluções reais para manter a floresta em pé e, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento sociobioeconômico com base na Amazônia”, concluiu Camille Bermeguy.