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No Pará, 43 municípios já contam com contraceptivo Implanon no sistema público de saúde

Estratégia do MS amplia acesso ao método de longa duração e reforça ações de planejamento reprodutivo na Atenção Primária

Por Ascom Sespa (SESPA)
02/03/2026 20h21

O Pará avança no fortalecimento da saúde da mulher com a disponibilização do Implante Subdérmico Contraceptivo liberador de etonogestrel (Implanon) 68mg em 43 municípios paraenses. A estratégia do Ministério da Saúde (MS) conta com a coordenação logística da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) no estado. 

Nesta primeira etapa de implantação, 43 municípios paraenses com população igual ou superior a 50 mil habitantes, conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde, receberam o Implanon. O Estado recebeu mais de 21 mil unidades do implante.

O método está sendo ofertado às adolescentes de 14 a 17 anos e às mulheres de 18 a 49 anos na Atenção Primária à Saúde (APS) e em ambulatórios de referência. A logística de distribuição segue o fluxo já estabelecido pela Sespa.

De acordo com a diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde (DPAIS), Ana Paula Oliva Reis, a ampliação da oferta do implante representa um avanço no acesso a tecnologias contraceptivas seguras, eficazes e de alta efetividade. “A estratégia fortalece as ações voltadas à saúde da mulher, contribui para a redução de gestações não planejadas e impacta na diminuição da mortalidade materna no Estado”, destacou.

A distribuição está fundamentada nas diretrizes de descentralização e regionalização do cuidado, com potencial para alcançar tanto a capilaridade da APS quanto os serviços especializados. Entre as unidades estaduais de referência que passam a integrar a estratégia estão a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, o Hospital da Mulher Nossa Senhora de Nazaré e a Unidade de Referência Especializada Materno-Infantil e Adolescente (UREMIA).

Municípios que já contam com o Implanon:

Abaetetuba, Acará, Alenquer, Altamira, Ananindeua, Baião, Barcarena, Belém, Benevides, Bragança, Breves, Cametá, Canaã dos Carajás, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, Dom Eliseu, Igarapé-Miri, Itaituba, Itupiranga, Juruti, Marabá, Marituba, Monte Alegre, Moju, Novo Repartimento.

A integração desses serviços é considerada fundamental para consolidar a Linha de Cuidado da Mulher e ampliar, gradativamente, o acesso ao método contraceptivo nos 144 municípios paraenses, independentemente do recorte populacional inicial definido pelo MS.

O que é o implante subdérmico

O implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel 68mg é um pequeno bastão de plástico (etileno vinil acetato), com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro. Ele contém 68 mg de etonogestrel, hormônio progestagênio sintético liberado continuamente na corrente sanguínea.

Sua ação impede a ovulação e altera a secreção do colo do útero, dificultando a entrada de espermatozoides. O método pode permanecer no corpo da mulher, inserido sob a pele do braço, por até três anos, conforme recomendações da bula. A inserção e a remoção são procedimentos simples, realizados em poucos minutos por profissionais habilitados das áreas de enfermagem ou medicina.

Capacitação técnica

A qualificação dos profissionais de saúde para inserção e remoção do implante integra a estratégia nacional de implementação do método. No Pará, foi realizada, em 17 de dezembro de 2025, uma oficina presencial com atividades teóricas e práticas promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sespa, direcionada aos municípios definidos pelo critério populacional.

A Sespa reforça que a oferta do método está condicionada à existência de profissionais devidamente habilitados e reafirma o compromisso com a construção de propostas pedagógicas para capacitação, em conformidade com os respectivos conselhos de classe, garantindo a ampliação segura e qualificada do acesso ao contraceptivo em todo o Estado.

Texto: Suellen Santos /Ascom Sespa