Ideflor-Bio participa de encontro estratégico do Projeto Marajó Resiliente em Soure
O encontro contou ainda com a participação de representantes indicados pelo CCL, incluindo membros das comunidades e das instituições locais, reforçando o caráter participativo da governança do projeto
O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), por meio do Escritório Regional do Marajó Oriental, participou do Encontro de Aliados Implementadores do Projeto Marajó Resiliente, realizado nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro, no município de Soure. A programação reuniu representantes de diversas entidades que compõem a iniciativa, além de membros do Comitê Consultivo Local (CCL), com o objetivo de alinhar estratégias, fortalecer parcerias e avançar na implementação das ações previstas para o arquipélago.
A agenda teve início com a reunião do Consórcio Marajó Resiliente, no Hotel Ilha do Marajó, seguida por novos encontros técnicos no dia seguinte. A programação também incluiu visitas às comunidades de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, permitindo o diálogo direto com agricultores e lideranças locais. O encontro contou ainda com a participação de representantes indicados pelo CCL, incluindo membros das comunidades e das instituições locais, reforçando o caráter participativo da governança do projeto.
O Projeto Marajó Resiliente é uma iniciativa liderada pela Fundación Avina e pelo Instituto Belterra, com apoio de outras organizações parceiras, e vem sendo executado há cerca de dois anos, com duração total prevista de cinco anos, entre 2024 e 2029. A proposta é promover a resiliência climática e a segurança alimentar por meio do fortalecimento da agricultura familiar e da valorização das práticas tradicionais, diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas na região.
Metas - Nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, o projeto tem como meta a recuperação de 800 hectares por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) diversificados, além do atendimento direto a pelo menos 800 famílias agricultoras. As ações envolvem atividades de recuperação de áreas, treinamento e qualificação dos beneficiários, que atuam como multiplicadores locais, ampliando o alcance da iniciativa nos territórios.
Durante o encontro, foi destacada a importância da integração entre o projeto e as políticas públicas estaduais. “A chegada do Marajó Resiliente é extremamente oportuna. Temos buscado, por meio de políticas públicas como o nosso Projeto Sistemas Agroflorestais (PROSAF), fomentar uma agricultura sustentável que respeite a vocação natural do território e valorize os conhecimentos das comunidades. A sinergia com essa iniciativa amplia nosso alcance e potencializa os resultados esperados para o Marajó”, afirmou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.
Cooperação - As organizações parceiras também manifestaram o interesse em formalizar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto. Para Lanna Peixoto, representante da Fundación Avina, a aproximação com o Ideflor-Bio fortalece a efetividade das ações. Segundo ela, a união de esforços e conhecimentos técnicos é fundamental para escalar iniciativas já em curso e alcançar um maior número de agricultores e áreas implantadas com SAFs.
A gerente do Escritório Regional do Marajó Oriental do Ideflor-Bio, Osiane Barbosa, destacou que o Ideflor-Bio acompanha de perto as atividades desenvolvidas nos três municípios e contribui com apoio técnico e doação de mudas, especialmente para beneficiários já cadastrados na agricultura familiar.
“Estamos falando de um projeto que forma multiplicadores — cada um atendendo cerca de 25 famílias — e que fortalece a governança comunitária. A troca de experiências entre as instituições e a conexão entre o que já existe e o que está sendo proposto nos dão condições reais de transformar a realidade de muitas famílias marajoaras com respeito, conhecimento e sustentabilidade”, avaliou a gerente.
