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Cultura, moda e reinserção social na nova fase do projeto Sons de Liberdade

Academia Paraense de Música e Tribunal de Justiça do Pará renovam parceria para cursos técnicos e formação qualificada

Por Amanda Engelke (SECULT)
06/02/2026 11h31
Evento de formalização do Termo de Fomento para renovação do projeto Sons de Liberdade, na sede do TJPA, em Belém

A Academia Paraense de Música  e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) assinaram, na quinta-feira (5), o Termo de Fomento para renovação do projeto Sons de Liberdade, no Salão Nobre da Presidência do TJPA, em Belém.

A cerimônia de assinatura contou com a presença da secretária estadual de cultura, Ursula Vidal; do desembargador Roberto Gonçalves de Moura, presidente do TJPA; da vice-presidente da Academia Paraense de Música, Eliana Cutrin, de autoridades do Poder Judiciário; e do diretor de Trabalho e Produção da Seap, Belchior Machado.

Para a secretária, Ursula Vidal, a parceria com o Poder Judiciário reforça a importância da cultura na experiência plena do direito pleno de cada cidadão. “A cultura e a arte têm um papel muito importante de imaginar e criar novas estruturas possíveis que influenciam fortemente o ajuste e a atualização do corpo de leis. A arte é esse lugar de inspiração, de imaginar como podemos ser, de um novo momento da humanidade, com novas experiências humanas. A cultura é absolutamente importante para um país, para garantir a nossa experiência plena do direito pleno de cada cada um de nós”.

Na atual fase, o projeto é ampliado e passa a atuar de forma estruturada no sistema prisional, com formação técnica certificada com o objetivo de promover a qualificação profissional e ampliar as oportunidades de reinserção social.

Nesta nova etapa, o Sons de Liberdade contará com três cursos técnicos, destinados às pessoas privadas de liberdade, com duração de dois anos. Entre os cursos ofertados estão: Cenografia e Mobiliário Cênico; Moda e Figurino e Visagismo, com carga horária de 1.600 horas cada. Além da oferta dos cursos livres de Luthieria de Instrumentos de Percussão e Canto Coral e Percussão, com carga horária de 300 horas cada.

“A iniciativa reafirma o compromisso do Poder Judiciário paraense com a promoção da cidadania, da cultura e da reinserção social. Este termo  objetiva ampliar os mecanismos de inserção social das pessoas privadas de liberdade no Estado. Esta ação materializa a convicção de que a inovação, a cultura e a formação profissional são instrumentos legítimos de transformação social, capazes de construir novas oportunidades, fortalecer a cidadania e promover um sistema de justiça mais humano, sensível e comprometido com a dignidade da pessoa humana”, ressaltou o  desembargador Roberto Gonçalves de Moura, presidente do TJPA.

A cerimônia contou ainda com a apresentação de dez custodiadas sob a regência da mestra Maria Antônia Jiménez e acompanhadas pelos músicos Thiago Belém e Babu Meireles, integrantes da Amazônia Jazz Band, corpo artístico do Theatro da Paz.

Na ocasião, os presentes puderam conferir a exposição com os figurinos do projeto “Amazônia Resistência”, apresentado no Pavilhão Pará, durante a COP30, em 2025. 

O projeto Sons de Liberdade nasceu em 2021, a partir da parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), no Festival de Ópera do Theatro da Paz.

Texto de Lorena Saraiva