Cultura, moda e reinserção social na nova fase do projeto Sons de Liberdade
Academia Paraense de Música e Tribunal de Justiça do Pará renovam parceria para cursos técnicos e formação qualificada
A Academia Paraense de Música e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) assinaram, na quinta-feira (5), o Termo de Fomento para renovação do projeto Sons de Liberdade, no Salão Nobre da Presidência do TJPA, em Belém.
A cerimônia de assinatura contou com a presença da secretária estadual de cultura, Ursula Vidal; do desembargador Roberto Gonçalves de Moura, presidente do TJPA; da vice-presidente da Academia Paraense de Música, Eliana Cutrin, de autoridades do Poder Judiciário; e do diretor de Trabalho e Produção da Seap, Belchior Machado.
Para a secretária, Ursula Vidal, a parceria com o Poder Judiciário reforça a importância da cultura na experiência plena do direito pleno de cada cidadão. “A cultura e a arte têm um papel muito importante de imaginar e criar novas estruturas possíveis que influenciam fortemente o ajuste e a atualização do corpo de leis. A arte é esse lugar de inspiração, de imaginar como podemos ser, de um novo momento da humanidade, com novas experiências humanas. A cultura é absolutamente importante para um país, para garantir a nossa experiência plena do direito pleno de cada cada um de nós”.
Na atual fase, o projeto é ampliado e passa a atuar de forma estruturada no sistema prisional, com formação técnica certificada com o objetivo de promover a qualificação profissional e ampliar as oportunidades de reinserção social.
Nesta nova etapa, o Sons de Liberdade contará com três cursos técnicos, destinados às pessoas privadas de liberdade, com duração de dois anos. Entre os cursos ofertados estão: Cenografia e Mobiliário Cênico; Moda e Figurino e Visagismo, com carga horária de 1.600 horas cada. Além da oferta dos cursos livres de Luthieria de Instrumentos de Percussão e Canto Coral e Percussão, com carga horária de 300 horas cada.
“A iniciativa reafirma o compromisso do Poder Judiciário paraense com a promoção da cidadania, da cultura e da reinserção social. Este termo objetiva ampliar os mecanismos de inserção social das pessoas privadas de liberdade no Estado. Esta ação materializa a convicção de que a inovação, a cultura e a formação profissional são instrumentos legítimos de transformação social, capazes de construir novas oportunidades, fortalecer a cidadania e promover um sistema de justiça mais humano, sensível e comprometido com a dignidade da pessoa humana”, ressaltou o desembargador Roberto Gonçalves de Moura, presidente do TJPA.
A cerimônia contou ainda com a apresentação de dez custodiadas sob a regência da mestra Maria Antônia Jiménez e acompanhadas pelos músicos Thiago Belém e Babu Meireles, integrantes da Amazônia Jazz Band, corpo artístico do Theatro da Paz.
Na ocasião, os presentes puderam conferir a exposição com os figurinos do projeto “Amazônia Resistência”, apresentado no Pavilhão Pará, durante a COP30, em 2025.
O projeto Sons de Liberdade nasceu em 2021, a partir da parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), no Festival de Ópera do Theatro da Paz.
Texto de Lorena Saraiva
