Hospital Materno-Infantil em Marabá vai ampliar atenção a gestantes e bebês de alto risco
A unidade, que está com 90% das obras concluídas, deve ser entregue à população em março deste ano, resultado da parceria entre Estado e empresa Vale
O Governo do Pará continua investindo em saúde pública na Região de Integração Carajás, no sudeste do Estado. Após a entrega da Policlínica em Marabá, a população terá em breve os serviços do Hospital Materno-Infantil, cuja obra está em andamento para fortalecer a rede de atendimento no município de Marabá.
Com 90% das obras concluídas, e previsão de entrega para março, o Hospital Materno-Infantil de Marabá é resultado de uma parceria entre o governo do Estado e a empresa Vale, e terá gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
A nova unidade oferecerá serviços de urgência e emergência, internação e consultas médicas, além de apoio diagnóstico e terapêutica (SADT), incluindo laboratório de análises clínicas, exames de imagem e métodos gráficos.
Com exceção dos casos de urgência e emergência pediátrica e obstétrica, o acesso aos serviços será por demanda referenciada, com agendamento prévio via regulação estadual.
Estrutura física - De acordo com o projeto, o HMI contará com quatro pavimentos, totalizando 12 mil metros quadrados de área construída, para abrigar 135 leitos, distribuídos entre enfermaria, UTI Adulto, UTI Neonatal e UTI Pediátrica, Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), Projeto Mãe Canguru e leitos de isolamento.
O 1º pavimento abrigará a UTI Neonatal, UTI Adulto, Banco de Leite, laboratório, UTI Pediátrica e áreas de apoio; o 2º pavimento será destinado ao centro cirúrgico, centro obstétrico e agência transfusional; o 3º pavimento receberá a clínica pediátrica, e o 4º pavimento a clínica obstétrica, circulação vertical, áreas técnicas, hall, áreas sociais e refeitório.
O bloco cirúrgico terá três salas de cirurgia geral e duas salas de parto cesáreo, enquanto o Centro de Parto Normal contará com nove salas de pré-parto, parto e pós-parto e ainda quatro salas para preparo de paciente.
No térreo ficarão o Serviço de Emergência, ambulatórios, hall, áreas sociais, diagnóstico e administração, enquanto no subsolo ficarão os vestiários, circulação vertical, áreas técnicas, manutenção e almoxarifado.
Compromisso com a população - Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, o Hospital Materno-Infantil de Marabá representa um avanço importante para a assistência à saúde materna e infantil no Sudeste do Pará.
Segundo o titular da Sespa, “essa entrega reafirma o nosso compromisso com a saúde da população paraense, nesse caso, à saúde de mulheres e crianças da Região dos Carajás, oferecendo uma unidade com estrutura moderna e atendimento humanizado, garantindo mais segurança e qualidade de vida às famílias da região”.
Demanda na região - Em 2025, na Região de Integração Carajás (formada por 18 municípios), foram realizados 14.929 partos, sendo 5.797 normais e 9.117 cesáreos. Desse total, 1.712 (11,46%) foram de bebês prematuros. Os dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). No mesmo ano, só em Marabá, ocorreram 4.189 partos, sendo 1.654 normais e 2.531 cesáreos. Do total de partos, 584 foram de bebês prematuros.
Na avaliação da coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, o Hospital Materno-Infantil de Marabá é de extrema importância não só para a Região de Integração Carajás, mas para toda a macrorregião, que abrange, ainda, as regiões de Integração Araguaia e Lago de Tucuruí, pelo volume de partos registrados anualmente. “A região dos Carajás é a segunda maior do Estado em número de nascidos vivos. São cerca de 14 mil nascimentos por ano, sendo mais de 1.500 de bebês prematuros”, informou a coordenadora.
“O número de mulheres grávidas chega a 17 mil por ano, e duas mil delas são gestantes de alto risco”, acrescentou Ana Cristina Guzzo, ressaltando que não é só esse hospital que vai resolver o problema de gestantes e bebês de alto risco na região. “Há necessidade de continuar o trabalho em conjunto com os municípios para garantir um pré-natal, uma assistência obstétrica e um atendimento neonatal de qualidade, quando isso for necessário”, enfatizou.
Ana Cristina Guzzo disse, ainda, que não há na região um serviço com a estrutura do novo Hospital Materno-Infantil. “Temos UTI Neonatal no Hospital Regional de Marabá, mas não temos uma quantidade de leitos de obstetrícia suficiente para dar conta das gestantes de alto risco. Daí a importância do novo HMI de Marabá, para fortalecer a rede que existe em Marabá, Parauapebas e Redenção”, destacou.
Ela citou também a grande demanda de partos registrada no Hospital Materno-Infantil Municipal de Marabá, que realiza cerca de 600 partos por mês, o segundo maior em número de partos depois da maternidade da Santa Casa do Pará, em Belém. “Portanto, é uma necessidade antiga que o governo do Estado concretiza e, com certeza, vai dar uma qualidade de atendimento melhor para toda a população daquela região”, afirmou.
