Terapia Ocupacional fortalece a recuperação da autonomia a pacientes no Hospital Galileu
Em 2025, unidade registrou 2,2 mil atendimentos, o serviço integra cuidado humanizado e reabilitação funcional
No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, a Terapia Ocupacional vai além da reabilitação física: promove dignidade, independência e qualidade de vida a pacientes em processo de recuperação.
“Eu não conseguia segurar objetos simples nem realizar tarefas básicas do dia a dia. Aos poucos, com a terapia ocupacional, fui recuperando o movimento, a força e, principalmente, a confiança em usar minha mão novamente”, disse Mariza dos Santos Avelar, 47 anos, paciente
A experiência de Mariza dos Santos Avelar, moradora de Ananindeua, traduz o impacto positivo do trabalho da Terapia Ocupacional (TO), no Galileu, ao longo de 2025. Após sofrer uma lesão corto-contusa no punho, com comprometimento dos nervos mediano e ulnar, ela encontrou no acompanhamento terapêutico o suporte necessário para retomar atividades essenciais da rotina com mais autonomia e segurança.
Somente em 2025, o serviço de Terapia Ocupacional da unidade realizou 2.232 atendimentos, entre pacientes internados na enfermaria e usuários acompanhados no ambulatório. A atuação é voltada principalmente à reabilitação do membro superior, com intervenções precoces que reduzem sequelas, previnem incapacidades e contribuem para a recuperação funcional ainda durante o período de internação.
Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, o trabalho desenvolvido no Hospital Galileu reforça o compromisso do Governo do Pará com uma assistência integral e humanizada.
“Investir em serviços como a Terapia Ocupacional é garantir que o paciente não receba apenas o tratamento da lesão, mas também o cuidado necessário para recuperar sua autonomia, dignidade e qualidade de vida. O Hospital Galileu é um exemplo de como o SUS pode oferecer atendimento especializado com foco no ser humano”, destaca o secretário.
De acordo com o terapeuta ocupacional Helder Fares, a Terapia Ocupacional é fundamental no ambiente hospitalar por promover funcionalidade e reduzir os impactos das limitações físicas no cotidiano do paciente. “No Hospital Galileu, conseguimos realizar intervenções precoces voltadas à recuperação do membro superior, favorecendo o desempenho ocupacional ainda durante a internação e preparando o paciente para a continuidade do tratamento após a alta”, explica.
O serviço atende pacientes com lesões ligamentares, tendíneas e nervosas, além de fraturas e luxações decorrentes de traumas ou procedimentos cirúrgicos. Muitos deles apresentam restrições funcionais temporárias ou permanentes que afetam diretamente atividades simples, como alimentação, higiene pessoal e cuidados básicos.
A atuação da equipe envolve o treino de Atividades de Vida Diária (AVDs), adaptação de tarefas, reorganização da rotina e o uso de tecnologias assistivas e órteses personalizadas. “Essas estratégias permitem que o paciente realize suas atividades com mais eficiência e segurança, promovendo independência funcional e facilitando o retorno progressivo às suas ocupações”, completa Helder Fares.
Para o diretor executivo do Hospital Galileu, Alexandre Reis, os resultados refletem o trabalho integrado das equipes assistenciais e o perfil especializado da unidade.
“A Terapia Ocupacional é parte essencial do cuidado oferecido pelo Galileu. Os resultados que observamos — como a melhora funcional, a adesão ao tratamento e a continuidade do cuidado no pós-alta — demonstram a importância de uma atuação multiprofissional alinhada à humanização e à excelência no atendimento”, afirma.
Entre os avanços mais significativos percebidos pela equipe estão o aumento da independência dos pacientes, a retomada de atividades significativas e a manutenção dos ganhos funcionais após a alta, viabilizada pela orientação adequada quanto ao uso de dispositivos assistivos.
Para Mariza, as mudanças foram sentidas de forma concreta no dia a dia. “Aprendi novas formas de realizar minhas atividades, respeitando minhas limitações. Hoje consigo cuidar de mim, segurar objetos e fazer tarefas simples da casa. A terapia ocupacional mudou minha rotina e melhorou muito minha qualidade de vida”, relata.
PERFIL
O Hospital Público Estadual Galileu é uma unidade do Governo do Estado do Pará, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), com perfil assistencial voltado ao trauma ortopédico. A atuação da Terapia Ocupacional integra esse cuidado especializado, reafirmando o compromisso da unidade com a recuperação integral do paciente, aliando técnica, humanização e qualidade na assistência.
Texto de Roberta Paraense
