Hospital Regional de Marabá promove ações de conscientização sobre a hanseníase
Iniciativa integra programação do Janeiro Roxo, orientando pacientes, em geral, sobre os sinais, a transmissão e o tratamento da hanseníase
Pacientes atendidos no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, esta semana, participaram de ações educativas em alusão ao “Janeiro Roxo”, mês dedicado à conscientização e ao combate à hanseníase. As atividades, encerradas nesta sexta-feira (23), integram o projeto “Saúde em Foco”, que objetiva orientar a população sobre temas relacionados à saúde.
Flávio Silva, 26 anos, morador de Marabá, na região de Carajás, encaminhado para consulta com cardiologista, disse que a ação contribuiu para ampliar o conhecimento sobre a doença e reforçar a importância da prevenção. “Aprendi que a hanseníase tem tratamento, que o diagnóstico precoce faz a diferença e que a informação é fundamental para cuidar melhor da saúde de forma consciente, segura e responsável”, afirmou.
Outro paciente, Felipe Amorim, 35 anos, morador de Bom Jesus, na região de Carajás, encaminhado para a realização de exame de raio x na unidade, ressaltou que a ação contribuiu para esclarecer dúvidas e ampliar a compreensão sobre a hanseníase. “Foram esclarecidas informações importantes, especialmente sobre as formas de transmissão e tratamento, o que contribui para reduzir o preconceito em relação à doença”, explicou.
O Projeto de humanização “Saúde em Foco”, realizado na unidade do Governo do Pará, mostra que o cuidado vai além do atendimento médico. Ao transformar a espera em espaço de diálogo, o projeto aproxima pacientes do conhecimento, estimula a curiosidade sobre a própria saúde e fortalece o vínculo de confiança entre a população e o hospital.
Sensibilização que informa e acolhe
A ação foi conduzida pela enfermeira, Marília Sampaio, que esclareceu dúvidas e orientou sobre a hanseníase, observando a importância de combater à desinformação e o preconceito.
“A hanseníase é uma doença que pode apresentar sinais como manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência, formigamento e diminuição da força muscular. O tratamento é gratuito e disponibilizado pelo SUS, e quando iniciado precocemente evita sequelas, interrompe a transmissão e garante mais qualidade de vida ao paciente”.
Marília ressaltou que o preconceito ainda é um dos principais obstáculos no enfrentamento da doença. “A hanseníase tem tratamento e, após o início da medicação, a pessoa deixa de transmitir a doença. Por isso, não há motivo para isolamento ou discriminação. Combater o preconceito é tão importante quanto tratar a doença, porque a informação correta garante acolhimento, dignidade e cuidado”, concluiu a enfermeira.
Para a analista de humanização, Daiane Uszynski, a iniciativa reforça o compromisso do hospital com o cuidado integral. Ela informou que o projeto Saúde em Foco contribui para aproximar os usuários da informação e fortalece o acolhimento.
“Essas atividades ajudam a transformar o ambiente hospitalar em um espaço de escuta e aprendizado, promovendo conscientização, reduzindo preconceitos e fortalecendo o cuidado humanizado com os pacientes”, disse Daiane.
Estrutura: Certificado com o Nível 2 de Acreditação da ONA, a unidade sob gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição tem 135 leitos, sendo 97 de internação clínica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
