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Em Belém, Hospital Galileu registra mais de 33 mil sessões de fisioterapia ao longo de 2025

Unidade destaca que cada movimento recuperado representa uma conquista na vida de quem passa pela reabilitação, retomando a autonomia no cotidiano

Por Governo do Pará (SECOM)
19/01/2026 08h55
Renato Nascimento tem assistência do Hospital Galileu no tratamento da inflamação no osso do calcanhar direito

Voltar a se mexer sem dor, sair do leito e recuperar a própria independência. Para Renato Ferreira Nascimento, de 57 anos, morador de Belém, esses gestos simples ganharam um novo significado durante o período em que esteve internado no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) para tratamento de osteomielite no calcâneo direito. Ele relata que a fisioterapia foi fundamental para aliviar as dores, ajudá-lo a movimentar o corpo novamente e retomar, aos poucos, a autonomia no dia a dia.

A experiência de Renato Nascimento se repete diariamente nos corredores do Hospital Galileu, unidade do Governo do Pará referência em trauma ortopédico. Ao longo de 2025, foram realizadas 33.599 sessões de fisioterapia, de domingo a domingo, um número que vai muito além das estatísticas e representa histórias de superação, paciência e recomeços.

Essencial no processo de recuperação hospitalar, a fisioterapia acompanha o paciente desde o período pré-operatório até o pós-operatório. A fisioterapeuta, Nathalia Melo, explica que cada atendimento começa com uma avaliação cuidadosa, que permite entender as limitações, as dores e as possibilidades de cada pessoa. "A partir disso, a equipe constrói um plano de tratamento individualizado, pensado para devolver movimentos, confiança e qualidade de vida", detalha.

Além de ajudar na reabilitação, a fisioterapia também contribui diretamente para uma alta hospitalar mais segura. "O trabalho diário da equipe ajuda a restaurar a mobilidade, reduzir o tempo de internação e evitar complicações, fazendo com que os pacientes consigam retomar suas atividades com mais rapidez e tranquilidade", acrescenta a profissional.

Para quem atua na linha de frente, o que mais marca são as pequenas grandes vitórias. A fisioterapeuta destaca que momentos como ver pacientes de longa permanência, que passaram meses sem andar, darem os primeiros passos ainda durante a internação são os mais gratificantes e dão sentido ao trabalho da equipe.

Com milhares de atendimentos realizados e histórias que se renovam todos os dias, o serviço de fisioterapia do Galileu reforça o compromisso com um cuidado humanizado, próximo e acolhedor, onde cada movimento recuperado é, de fato, uma conquista na vida de quem passa pela reabilitação.

Para Ualame Machado, secretário de Estado de Saúde Pública, esses números reforçam o trabalho do Governo Estadual, com a população. "O Governo do Pará tem um compromisso permanente com o fortalecimento do SUS e com a ampliação do acesso da população à saúde especializada. O Hospital Galileu é um exemplo desse investimento: uma unidade de referência em trauma ortopédico que, somente em 2025, realizou mais de 33 mil sessões de fisioterapia, ajudando milhares de paraenses a recuperarem a mobilidade, a autonomia, a autoestima e a retomarem sua vida normal. Esses números refletem uma política pública que funciona, com atendimento qualificado, humanizado e presente todos os dias, de domingo a domingo, garantindo cuidado integral e dignidade para quem mais precisa."

Referência

No HPEG, referência em ortopedia de média e alta complexidade na Grande Belém, a fisioterapia ocupa um papel central na construção de um cuidado que vai além do tratamento da lesão. Integrada às equipes multiprofissionais, a atuação começa ainda nos primeiros momentos da internação e segue até a alta, contribuindo de forma decisiva para a recuperação funcional e para a segurança do paciente em todas as etapas do processo.

Para o diretor executivo da unidade, Alexandre Reis, esse trabalho reflete uma mudança de paradigma na assistência hospitalar, em que o paciente é visto de forma integral e humanizada.

"A reabilitação não pode ser pensada apenas como uma etapa final do tratamento. No Galileu, ela faz parte de todo o percurso do paciente dentro do hospital. Cada plano é construído de forma individual, considerando não apenas a condição clínica, mas também a história de vida e o contexto de cada pessoa. Esse olhar ampliado permite resultados mais seguros, reduz complicações e garante que o paciente retorne à sua rotina com mais autonomia e qualidade de vida", destaca.

O Hospital Galileu é gerenciado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), conta com 104 leitos de internação e oferece serviços especializados, como reconstrução e alongamento ósseo, cirurgias de traqueia e urológicas, incluindo hiperplasia prostática benigna, exclusão renal e triagem com biópsia de próstata.

Texto de Roberta Paraense