Poli Metropolitana celebra 6 anos cuidando da saúde do belenense, e registra mais de 4 milhões de atendimentos
Em Belém, unidade do Governo do Pará se consolida com serviços especializados, diagnóstico ágil e um modelo de gestão que se expandiu pelo território estadual
Em meio às comemorações pelo aniversário de Belém, celebrado no dia 12 de janeiro, a capital paraense também marca, nesta terça-feira, dia 13 de janeiro, os seis anos de atuação da Policlínica Metropolitana de Belém. A data reforça a conexão direta entre a história da cidade e a trajetória da unidade, que se consolidou como um importante pilar da saúde pública estadual, com foco no cuidado, na facilitação do acesso e na qualidade do atendimento à população.
Ao longo desse período, a central diagnóstica alcançou a expressiva marca de 4.128.456 atendimentos, resultado de um trabalho contínuo voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e à ampliação do acesso a serviços especializados.
Instalada em um ponto estratégico da cidade, na avenida Almirante Barroso na esquina com a avenida Dr. Freitas, no bairro do Marco, a Policlínica tornou-se, ao longo dos anos, um importante suporte para Belém, garantindo acesso a consultas especializadas — que somam 1.124.212 — além de 3.004.244 exames diagnósticos e acompanhamento ambulatorial pelo SUS.
A Poli Metropolitana integra a rede estadual de assistência à saúde, acolhendo usuários de diferentes bairros e realidades, com um modelo de atendimento que alia organização, resolutividade e humanização.
Para quem utiliza os serviços, a unidade representa alívio, agilidade e segurança. É o caso de Carol Lima, moradora de Belém, que buscou a Policlínica para realizar exames pré-operatórios. “Consegui fazer todos os exames e consultas no mesmo dia. Isso facilita muito a vida de quem depende do SUS. A gente se sente cuidado”, relata.
Mário Souza, trabalhador autônomo, também destaca a qualidade do atendimento. “Fui encaminhado da Usina da Paz para fazer um exame aqui. Estava, sinceramente, com receio, mas foi tudo muito bom. As pessoas que me recepcionaram são educadas e atenciosas, sem falar na organização do prédio”, afirma.
Uma aliada em momentos desafiadores
Poucos meses após ser entregue à população, a Policlínica Metropolitana teve seu papel completamente ressignificado. Diante da pandemia da Covid-19, a unidade precisou adaptar rapidamente sua estrutura e seus fluxos para atender pacientes com insuficiência respiratória, tornando-se uma das principais frentes de enfrentamento da doença no Pará.
“A experiência vivida naquele período crítico não apenas salvou vidas, como também consolidou a unidade como referência em gestão, operação e resposta rápida em saúde pública”, observa Rodrigo Moreira, diretor administrativo do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), Organização Social responsável pela gestão da unidade.
O modelo adotado em Belém serviu de base para a implantação de Policlínicas Itinerantes em outras regiões do Estado, voltadas exclusivamente ao atendimento de pacientes com covid-19, nas quais, a gestão esteve à frente de uma parcela significativa dos atendimentos.
Ao longo de sua trajetória, a Poli Metropolitana também passou a executar programas estratégicos da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), ampliando o acesso a serviços específicos e reforçando o compromisso com a diversidade e a equidade. Entre eles, destaca-se o Programa Casulo, voltado ao acompanhamento ambulatorial de pessoas trans, que encontra na unidade um espaço de acolhimento, escuta e respeito.
Um modelo que nasce em Belém e se espalha pelo Pará
A Policlínica Metropolitana foi a primeira do Estado e tornou-se referência para a expansão da rede de policlínicas em diferentes regiões do Pará. Para o diretor Rodrigo Moreira, o sucesso da unidade da capital está diretamente ligado à sua conexão com a cidade e às necessidades reais da população.
“A Policlínica Metropolitana nasceu para atender Belém, mas rapidamente mostrou que seu modelo poderia fortalecer toda a rede estadual. Hoje, temos policlínicas em funcionamento e em expansão em outras regiões, como Marabá, Tucuruí e, a partir deste ano, Santarém, todas inspiradas na experiência bem-sucedida da capital”, destaca.
Já o diretor executivo da unidade, Anderson Albuquerque, observa que a Poli Metropolitana segue sendo um laboratório permanente de boas práticas. “É daqui que surgem muitos dos fluxos, protocolos e soluções que replicamos em outras policlínicas. Frequentemente, nossa equipe está presente nas demais unidades, compartilhando o modelo de gestão de Belém, que deu mais do que certo”, completa.
Estrutura, sustentabilidade e compromisso com o presente
A Policlínica Metropolitana é uma unidade ambulatorial de média complexidade, com ampla oferta de especialidades clínicas e cirúrgicas, além de um parque tecnológico voltado à realização de exames e procedimentos diagnósticos. O espaço também se destaca pelo compromisso ambiental, com ações sustentáveis como o reaproveitamento da água da chuva, estação de tratamento de esgoto e uso de energia solar.
Para Anderson Albuquerque, "a Policlínica Metropolitana acompanha Belém em seus desafios e avanços. Nosso compromisso diário é garantir que cada usuário seja atendido com dignidade, organização e segurança, fortalecendo a rede pública de saúde e contribuindo para a qualidade de vida da população”, afirma.
Outro diferencial da Poli Metropolitana é ser o primeiro ambulatório do Norte do Brasil, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a receber a certificação ONA, além de ser pioneira como Central Diagnóstica do Pará. A certificação garante à população que a instituição mantém elevados padrões assistenciais, com qualidade e segurança no atendimento aos pacientes, além de promover a satisfação de seus colaboradores.
Texto: Roberta Paraense
