Usinas da Paz recebem curso de moda que une sustentabilidade e inclusão
Projeto atende moradores da Região Metropolitana de Belém e o resultado poderá ser apresentado durante o Festival Global Citizen

Na noite desta quinta-feira (28), ocorreu a primeira aula do curso “Tecendo Territórios” na UsiPaz Jurunas/Condor. A iniciativa do Governo do Pará, por meio das Secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Articulação da Cidadania (Seac), é realizada em parceria com o Festival Global Citizen e tem o objetivo de promover um desfile de moda sustentável.
As aulas ocorrerão também nas Usinas da Paz da Terra Firme, do Bengui e da Cabanagem. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas até sábado (30), presencialmente nas unidades participantes.
A ação integra o projeto coordenado pela Seac, que reúne diferentes secretarias estaduais em atividades nas Usinas da Paz voltadas para a COP30. Dentro desse projeto-mãe, a Secult desenvolve o “Amazônia Resistência – Moda, cultura e inclusão na COP30”, que prevê a realização de um desfile multilinguagem que une moda, arte e inclusão social.
Os resultados das atividades desenvolvidas pelas secretarias participantes serão apresentados no dia 30 de outubro, na Usina da Paz da Cabanagem, em uma grande mostra coletiva. Além disso, os participantes das oficinas e formações nas Usinas da Paz receberão ingressos para o Global Citizen Festival: Amazônia.
“A gente vai trabalhar nas Usinas da Paz a moda decolonial, trazer uma relação de pertencimento, da moda autoral produzida aqui, com a cara do Norte, com a cara do Pará. Nós estaremos trabalhando especificamente no Jurunas, por exemplo, o tecnobrega, a aparelhagem, trazendo isso para o design de moda. Em cada usina a gente vai trabalhar um conceito, mas no final essa coleção vai estar em harmonia para que todos se enxerguem nessa moda conceitual”, explica a professora responsável pelo curso, Alcimara Braga.
A proposta é que o desfile possa ser apresentado no dia 1º de novembro de 2025, na abertura do Global Citizen Festival: Amazônia, integrando-se à programação cultural rumo à Belém, que antecede a abertura da 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
O arquiteto Gustavo Castro, morador do Jurunas, se inscreveu no curso para se aproximar de uma antiga paixão apresentada por sua mãe: a moda. “Já tive alguma experiência com upcycling, customização, aplicação de tintas, miçangas, bordados, coisas que aprendi com a minha mãe, e o curso foi a oportunidade de me reaproximar desse meu eu que estava meio apagado. Hoje a gente recebeu muita informação, achei muito interessante a forma como estão sendo colocadas as coisas. Conseguiram abordar a questão da sustentabilidade, representatividade, acho que vai ser muito bom”, diz.

A monitora do curso, Alexandra Coelho, conta como serão os próximos passos. “Vamos fazer uma ambientação com os alunos, trazer eles mais para esse ambiente da moda, explicar os conceitos básicos. A partir de amanhã mesmo a gente inicia as práticas com desenho, todas as técnicas e depois toda a parte de confecção”, afirma.
O projeto também será aplicado na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina (UCRF) e, ao todo, devem ser produzidos cerca de 30 figurinos.
Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult