Governo do Pará decreta luto oficial por morte da irmã Henriqueta Cavalcante
Religiosa e defensora dos direitos humanos, ela foi referência nacional e internacional na proteção de crianças e adolescentes, com atuação marcante no arquipélago do Marajó
O Governo do Estado do Pará decretou luto oficial de três dias pelo falecimento de Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, a irmã Henriqueta, ocorrido no último sábado (10), em um acidente de trânsito na rodovia BR-230, na Paraíba. A medida é uma homenagem à trajetória de dedicação da religiosa à defesa dos direitos humanos, especialmente de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Pará e na Amazônia.
O governo do Pará, através do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), presta todo apoio no traslado do corpo até Belém e posteriormente até Soure, no Marajó, onde vai ocorrer o sepultamento.
Em publicação nas redes sociais, o governador Helder Barbalho lamentou a perda e destacou a relevância do trabalho desenvolvido por irmã Henriqueta.
“Recebo com profunda tristeza a notícia do falecimento da Irmã Henriqueta, uma das maiores referências na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em nosso Estado. Decreto luto oficial de três dias. Manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos que seguem sua missão”, publicou Helder Barbalho.
A vice-governadora Hana Ghassan também prestou homenagem à religiosa.
“Seu trabalho na defesa dos direitos das crianças e adolescentes no estado é um legado que jamais será esquecido. Ela foi luz e força para os mais vulneráveis. O Governo do Pará decretou luto oficial de três dias em homenagem a sua trajetória de dedicação. Sua luta continuará viva em nós”, destacou Hana Ghassan.
Trajetória - Religiosa, professora e defensora incansável dos direitos humanos, irmã Henriqueta dedicou a vida à proteção dos mais vulneráveis. Atuou de forma destacada no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, ao trabalho escravo e infantil, à violência contra mulheres e idosos, além de enfrentar o racismo e diferentes formas de discriminação.
Ao lado do bispo emérito do Marajó, Dom José Luis Azcona, tornou-se uma das principais referências na luta por políticas públicas voltadas à infância e adolescência na região amazônica. Com frequência, percorria municípios do interior do Pará e comunidades do arquipélago do Marajó, promovendo palestras, articulando redes de proteção e formando agentes sociais.
Reconhecida nacional e internacionalmente, irmã Henriqueta deixa um legado de fé, coragem e compromisso com a justiça social. Com o decreto de luto oficial, o Estado do Pará reconhece sua contribuição histórica para a promoção da dignidade humana e a defesa dos direitos fundamentais.
