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Fapespa participa da chamada do Centro de Síntese em Biodiversidade que recebe propostas até 09/10

A chamada prevê a possibilidade de investimento adicional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) nos projetos aprovados pelo CNPq

Por Manuela Oliveira (FAPESPA)
29/08/2025 15h53

Criado para integrar informações de diferentes disciplinas e gerar conhecimento novo e relevante, dos pontos de vista científico e social, o Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose) lança sua segunda chamada pública para financiamento de projetos, com investimento previsto de R$ 6 milhões, mais que o dobro da primeira edição. As propostas podem ser enviadas até o dia 09 de outubro. 

A chamada prevê a possibilidade de investimento adicional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) nos projetos aprovados pelo CNPq e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) é parceira dessa chamada, o que permite a participação de pesquisadores paraenses.

Marcel do Nascimento Botelho, diretor-presidente da Fapespa

Diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho avalia a chamada como estratégica para o Brasil: "O edital de síntese é fundamental por gerar uma orientação para tomada de decisão em temas estratégicos para o país".

O SinBiose é voltado à chamada “ciência de síntese”, cujo objetivo é reunir diferentes perspectivas e trabalhar a riqueza de dados para derivar conhecimento original. Seu objetivo é produzir análises avançadas a partir da integração de diversas bases de dados, com foco na formação de informação qualificada para políticas públicas.

Investimentos- O valor limite das propostas de pesquisa é de R$ 700 mil para os projetos de síntese de conhecimento; e de R$ 400 mil para o projeto especificamente voltado a ações de comunicação científica com foco na interface entre ciência e tomada de decisão – uma novidade introduzida nesta edição. 

As propostas de síntese poderão solicitar até R$ 400 mil em custeio/capital e até R$ 300 mil em bolsas na modalidade de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI). As propostas de comunicação científica poderão solicitar até R$ 200 mil em custeio/capital e até R$ 200 mil em bolsas nas modalidades de Apoio à Difusão do Conhecimento (ADC) e Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI). Nos dois casos, a solicitação de recursos em capital não poderá ultrapassar 5% do valor global do orçamento.

O CNPq investe R$ 5,6 milhões em recursos próprios na chamada, que tem como parceiros o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com aporte de R$ 400 mil; e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Até o momento, aderiram formalmente à chamada as fundações de sete Estados. São elas: Fapeam (Amazonas), Fapesb (Bahia), Fapema (Maranhão), Fapemig (Minas Gerais), Fapespa (Pará), Facepe (Pernambuco) e Fapepi (Piauí). Outras fundações poderão aderir posteriormente ao programa.

Resultados- Recentemente, o CNPq apresentou os resultados da primeira chamada do Sinbiose, realizada em 2019. Foram investidos R$ 2,7 milhões em sete projetos, que possibilitaram a estruturação de diversas bases de dados, como a Taoca, de dados ecológicos da Amazônia; o Redes Socioecológicas, que cruzou dados de mamíferos brasileiros testados para zoonoses; e a Trajetórias, base de dados ambientais, epidemiológicos e econômicos também da Amazônia.

Foram 37 artigos publicados em periódicos, com alto impacto. “Isso caracteriza a ciência de síntese: a gente consegue potencializar essa inteligência coletiva quando as pessoas trabalham de forma coletiva”, disse Jean Paul Metzger, membro do conselho científico do SinBiose. Além disso, como resultado inovador, foi publicada uma série de Policy Briefs contendo as mensagens-chave de cada um dos projetos com relevância para a tomada de decisão, em formato e linguagem acessíveis a públicos não-acadêmicos.

Outros desdobramentos citados foram a realização de seminários, simpósios e até a criação de dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, explicou que o SinBiose é uma adaptação à realidade brasileira do modelo de centro de síntese internacional já existente em outros países, razão pela qual é um programa estratégico, já que visa aproximar a produção do conhecimento científico da sua aplicação prática em benefício da sociedade. “É importante observar que a proposta de criação do SinBiose deriva de uma importante tradição do CNPq em fomento à pesquisa e à biodiversidade”, observou o presidente.
 
Os interessados podem ter mais informações aqui

 *Com informações da Ascom CNPq, com adaptações.