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ATENDIMENTO ESPECIALIZADO

Hospital da Mulher do Pará e Semu reúnem entidades para disseminar políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres

O encontro é parte do trabalho de integração da rede de serviços de saúde pública com foco no atendimento às mulheres

Por Helen Alves (HMPA)
05/04/2025 12h24

O Hospital da Mulher do Pará (HPMA) recebeu representantes da Secretaria de Estado das Mulheres (Semu), além de órgãos estaduais, municipais e entidades que prestam apoio à mulher para apresentar o perfil da nova unidade de saúde exclusiva para o atendimento feminino. Em dois dias de apresentações e discussões sobre a assistência e amparo a mulheres, a reunião encerrou na última sexta (04).

Diretora-geral do Hospital da Mulher do Pará, Nelma Machado

Conforme destaca a diretora-geral do HMPA, médica Nelma Machado, o enfrentamento da violência sexual contra as mulheres exige uma ação integrada de todos os envolvidos nessa atenção dentro da rede pública. "Nós estamos tendo capacitações com todos os entes da rede pública, entre secretarias estaduais de Saúde e das Mulheres e de Segurança Pública, guarda municipal, todos os hospitais públicos que estão à frente desse enfrentamento, além de outras entidades que dão apoio às mulheres, que se fizeram presentes para favorecermos uma rede assistencial integrada para que essa mulher seja atendida em todas as suas demandas, diante desse ciclo que possa estar vivendo. Portanto, a ampliação da educação, do acolhimento, de orientação é o nosso objetivo, é ter cada vez mais este olhar habilidoso para essas mulheres", explicou a gestora. 

Enfrentamento à Violência e Promoção dos Direitos das Mulheres da Semu, Márcia Jorge,

Para a coordenadora de Enfrentamento à Violência e Promoção dos Direitos das Mulheres da Semu, Márcia Jorge, o objetivo é dar todo o suporte necessário, principalmente, em casos de violência doméstica e sexual. "O intuito é contribuir para o fortalecimento da rede de atendimento ao nosso público, compreendendo que esse enfrentamento, requer uma retaguarda de serviços. Então estamos com profissionais da diversas áreas da rede para aprimorarmos os fluxos, visando garantir que essas mulheres não sejam revitimizadas e com isso recebam, além do atendimento da saúde, todo o apoio da rede nos campos da justiça e assistência social, principalmente, no enfrentamento e no rompimento do clico da violência", frisou.

Clarice Leonel, diretora de Articulação de Políticas para Mulheres da Semu

Clarice Leonel, diretora de Articulação de Políticas para Mulheres da Semu, destaca que a secretaria tem o papel de articular as políticas para mulheres. “Estamos aqui com o papel de articular toda a rede, não só a rede de enfrentamento, que é a rede que gira, propondo as políticas públicas, mas também a rede de atendimento, a rede de serviço, e essas duas redes formam a rede de proteção. Trouxemos essa frente de gestão com as instituições que a Secretaria reuniu, para podermos encaminhar essa mulher com dignidade para os serviços, conforme suas necessidades. É um momento ímpar para a sociedade, mas especialmente para nós, mulheres de periferias, mulheres quilombolas, mulheres indígenas, mulheres da floresta, ribeirinhas, da agricultura familiar e esse hospital é para todas”, concluiu a diretora.

A psicóloga Elizabete Coelho, do Abrigo Estadual de Mulheres, considerou o momento oportuno para que os envolvidos conhecessem como funcionam os trabalhos feitos para as mulheres nestas condições de vulnerabilidade. "A rede bem informada, articulada e comprometida salva vidas. Ali a gente pode ver a importância de cada instituição, de cada trabalho, no qual agora o hospital está entrando para compor forças para que esse trabalho continue cada vez mais fortalecido. Então, quanto mais essa rede estiver unida, conhecendo umas às outras e atuante, funcionando, conseguimos proteger as mulheres", avaliou a profissional.