Iphan entrega dossiê de candidatura dos teatros da Amazônia ao título de Patrimônio Mundial
O encontro dos respectivos órgãos faz parte da preparação para as próximas etapas da candidatura

Nesta quinta-feira (03), ocorreu a segunda reunião do Grupo de Trabalho responsável pela candidatura dos Teatros da Amazônia – Theatro da Paz (Belém) e Teatro Amazonas (Manaus) – ao título de Patrimônio Mundial Cultural. Na oportunidade, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que coordena o processo, entregaram à Secretaria de Cultura do Pará (Secult) e à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), o mesmo dossiê submetido a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), em janeiro deste ano.
O encontro pretende dar continuidade ao processo de candidatura. O GT vem planejando ações estratégicas como iniciativas conjuntas de comunicação e a recepção de uma missão de consultoria por representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), prevista para ocorrer nas duas capitais no segundo semestre de 2025.
A primeira reunião ocorreu em Manaus, na última terça-feira (01), com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).
“Nós estamos, durante essa semana, visitando Manaus e Belém e aproveitando para apresentar o dossiê de candidatura a Patrimônio Mundial dos dois teatros. É importante mencionar que apresentamos, no dia 31 de janeiro, à Unesco, uma candidatura a Patrimônio Mundial de um bem denominado "Teatros da Amazônia", que congrega o Theatro da Paz e o Teatro Amazonas. E agora, in loco, apresentar para os principais parceiros, ou seja, as prefeituras locais, os estados e, sobretudo, a comunidade que vive e faz viver esses teatros”, conta o diretor de patrimônio material e fiscalização do Iphan Brasília, Andrey Schlee.
Em Belém, o encontro começou pela manhã, com uma visita ao Theatro da Paz e ao seu entorno. De tarde, a reunião foi no Centro Cultural Palacete Faciola, onde foi reafirmada a importância da parceria entre os dois estados, e a administração de ambos os teatros.
“Quero elogiar a maneira como a gente encontrou ambos os teatros, muito bem conservados. E também, dentro do possível, a gente busca estender esse nível de qualidade de conservação para as áreas de entorno, as praças, os edifícios. Nosso objetivo é o patrimônio mundial, mas mais do que isso, é mostrar o quanto há de importância, o quanto há de valor nas duas casas de espetáculo, sobretudo porque são casas vivas, que tem uma programação constante e que recebem a cultura e representam a cultura do povo de Manaus, do povo de Belém do Pará”, conclui Andrey.
“Nós estamos numa imensa expectativa, nos preparando para a visita deste representante do Icomos, que vai entender como é feita essa governança dos nossos teatros, da área de entorno, todos os órgãos que são responsáveis pela gestão desses espaços. É importante lembrar que esse reconhecimento fortalece a arte como um vetor de desenvolvimento social, econômico, de educação para a sustentabilidade, também, das nossas atividades. Belém é uma cidade muito movimentada por suas atividades culturais, ela emprega muita gente e o nosso teatro da paz é um ponto focal, é um ponto de vibração muito forte, dessas nossas práticas culturais”. Conta a secretária de Estado de Cultura do Pará, Ursula Vidal.

A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, comenta sobre a importância da união dos dois estados. “A partir de agora nós estamos ligados, interligados e colados aos nossos irmãos do Amazonas, e nas três esferas, para que possamos fazer com que essa candidatura tenha um final muito feliz, porque a gente tem certeza disso, nós não vamos medir esforços para que isso aconteça, nós todos juntos vamos fazer o mesmo esforço de trabalho para que isso aconteça”.
A reunião contou com a participação da superintendente do Amazonas, Beatriz Evanovick, entre outros colaboradores do GT.
Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult