Com oficina de máscaras, crianças internadas no Hospital Metropolitano celebram o carnaval
Atividade lúdica promove alegria e alívio emocional para pequenos pacientes durante a internação
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A manhã desta quinta-feira (27) foi marcada por muita animação no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. As crianças internadas na unidade participaram de uma oficina de máscaras de carnaval, atividade que contou com música, dança e, claro, produção das peças para enfeite no período carnavalesco.
A iniciativa teve como objetivo proporcionar um momento lúdico e criativo para os pequeninos, uma forma de aliviar o estresse e a ansiedade, sentimentos causados pela internação. Durante a oficina, eles puderam soltar a imaginação, criando máscaras coloridas e personalizadas com temas variados, como super-heróis, animais e personagens folclóricos.
De Tomé Açú, no nordeste paraense, Dayla Brito, de 22 anos, mãe do pequeno Apólo, de 4 anos, participou da ação com o filho e pontuou a felicidade de ver as crianças sorrindo. "É muito bom ver o sorriso no rosto das crianças. Muitas vezes, elas ficam muito tempo no leito, e ações como essa ajudam a distraí-las e a trazer um pouco de normalidade para o dia a dia delas, sem dor ou rotina de exames que uma internação necessita", comentou.

Animado, o menino disse que amou participar da "brincadeira". "Eu amo os super-heróis e gostei de brincar com a máscara", disse.
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Lorrane Azevedo, de 23 anos, também acompanha o filho, de 6 anos, internado para tratamento no HMUE. De Benevides, Região Metropolitana, ela acredita que essa integração complementa o cuidado e favorece a recuperação das crianças. "Com certeza, isso favorece para uma recuperação mais rápida porque faz com que as crianças se distraiam e esqueçam um pouco do ambiente hospitalar. Agradeço demais pela iniciativa", disse.
Na unidade pública do Governo do Pará, gerenciada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), a atividade ocorreu dentro da Classe Hospitalar, que, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), oferece atendimento educacional especializado e proporciona a continuidade do processo de ensino-aprendizagem a estudantes que passam pela internação.
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Francisca do Nascimento, estudante do curso de Educação Popular da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e voluntária na ação, foi quem instruiu as crianças no processo de criação das máscaras. "Atividades como essa influenciam positivamente em diferentes aspectos, entre eles a coordenação motora das crianças e, além disso, dá possibilidade para que elas se expressem da melhor forma. Isso é muito importante, principalmente para eles que sofreram algum tipo de trauma", afirmou.
Estrutura – Referência no tratamento de média e alta complexidade, em traumas e queimados, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HMUE dispõe de leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica (exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras) e leitos de UTI.
Somente em 2024, mais de 600 mil atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais, foram ofertados a pacientes da Região Metropolitana e de diferentes municípios do Pará.