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SAÚDE

Sespa alerta para riscos de socorro inadequado durante crises convulsivas 

Uso de objetos na boca e contenção forçada dos movimentos devem ser evitados; saiba quando acionar o Serviço de Urgência 192

Por Governo do Pará (SECOM)
17/01/2026 18h59
Sespa orienta sobre as atitudes corretas no atendimento em caso de convulsões

Conhecimento e calma são os principais aliados quando se trata de socorrer pessoas em convulsões, quando ficam desacordadas e se contorcendo. Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) considera oportuno que a população esteja melhor orientada sobre as atitudes corretas no atendimento inicial às vítimas e evitar complicações mais graves.

Convulsão é uma alteração súbita no funcionamento do cérebro, que pode causar movimentos involuntários, rigidez muscular e perda de consciência. Podem ocorrer em qualquer fase da vida e estar relacionadas à epilepsia, febre alta, desidratação, queda de glicose, uso contínuo de álcool ou drogas e estresse extremo. 

A Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde (MS) aponta que os sintomas mais característicos são espasmos incontroláveis, olhos virados para cima, inconsciência, salivação abundante e lábios azulados.

Segundo o diretor técnico do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), o médico pediatra Marcel Ramalho, a primeira medida ao se deparar com alguém em convulsão é manter a calma, inclusive no ambiente, e apoiar a pessoa acometida que, ao perder o controle dos movimentos, pode ficar vulnerável ao risco de lesões e quedas, sobretudo no crânio, nos braços e no fêmur. 

Pediatra, Marcel Ramalho, orienta a se apoiar o corpo da vítima para que ela não tenha lesões graves em regiões sensíveis

Por isso, o ideal é afastar objetos próximos, como móveis, vidros e quinas, e garantir um espaço seguro até que a convulsão cesse. “Recomenda-se mover a cabeça da pessoa, colocando-a de lado para facilitar a respiração, e marcar o tempo, pois se a crise durar mais de cinco minutos, a ajuda médica é urgente por meio do chamamento do Serviço Móvel de Urgência, o Samu, pelo número 192”, disse o médico Marcel Ramalho. 

Na ocorrência de pessoas com convulsão, a proteção da cabeça pode ser feita com uma almofada, travesseiro, lençol ou pano, sem travar o crânio. Durante a crise, jamais colocar nada na boca da vítima, como água e remédios, e inclusive dedos. Em alguns casos, pode ocorrer uma salivação excessiva da pessoa e, para evitar a broncoaspiração (entrada de saliva ou secreções no pulmão) e uma asfixia, é importante lateralizar a vítima. 

Na ocorrência de atendimento pelo Samu, é importante observar, no sentido de tratar das consequências do ataque convulsivo, cuidando dos ferimentos e contusões, caso ocorram.