Sespa debate violência e exploração sexual de crianças e adolescentes

Evento nesta quarta-feira (18) no auditório central da Sespa, em Belém, contou com grande audiência na transmissão online

18/05/2022 14h01 - Atualizada em 18/05/2022 15h18

Autoridades de Saúde abordam ações contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentesO dia 18 de maio é a data reservada à celebração nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Criança e Adolescentes. Em alusão à data, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) promoveu na manhã de hoje uma programação especial para debater o tema. 

Intitulado “Políticas e Ações de Enfrentamento À Violência Contra Crianças e Adolescentes no Pará”, o evento contou com uma mesa de debates realizada no auditório central da Sespa, com transmissão online para todos os interessados, principalmente, para o interior do Pará.

O debate promovido pela Sespa foi acompanhado por agentes e profissionais de áreas estratégias da SaúdeSegundo a coordenadora estadual de Saúde do Adolescente e Jovem da Sespa, Vera Canto, a veiculação da programação nas redes se justifica pelo alto índice de subnotificação de casos de violência sofrida por crianças e adolescentes no interior. 

O evento foi acompanhado por agentes de saúde da atenção básica, membros do Programa Saúde na Escola, profissionais das estratégias de saúde da família, professores, coordenadores pedagógicos, diretores escolares e representantes de conselhos tutelares, de saúde e educação municipal.

A coordenadora justificou a relevância da pluralidade do público presente no evento e na audiência online: “É importante trazer a sociedade para discutir esse tema. Por mais que as instituições de saúde e educação se dediquem ao combate, sozinhas não darão conta. Precisamos de representantes de diferentes áreas sociais de todos munícipios atentos tão sensível”, declarou. 

Uma das presentes no evento, a estudante de enfermagem Rafaela Reis falou sobre a importância das palestras para a formação profissional: “Foi muito bom para aprender de que forma as enfermeiras podem contribuir na detecção de casos de violência e abuso. Além de entender algumas estratégias de abordagem de pacientes”, afirmou. 

Além da coordenadora Vera, a mesa foi composta pelo Doutor Hélio Franco, representando a Coordenação Estadual da Saúde da Criança, o defensor público Luiz Carlos Filho e a assistente social Marlene Monteiro. Foram debatidas as leis previstas de proteção, o papel do agente de saúde na denúncia de suspeita de violência contra crianças e adolescentes, dados relevantes de casos no Pará, entre outros temas que buscaram tornar os participantes não só agentes de combate à violência, mas também multiplicadores de conhecimento sobre o tema.

Texto de Edilson Teixeira (Ascom Sespa)

Por Roberta Vilanova (SESPA)