Círio de Nazaré aquece setor de gastronomia com a venda e consumo de alimentos típicos

A Emater apoia a produção agrícola de insumos genuinamente paraenses, como a criação de patos, cultivo da maniva, e a Setur destaca a atratividade da cozinha local

05/10/2021 13h01 - Atualizada em 05/10/2021 14h52

O pato no tucupi é um dos pratos mais apreciados na gastronomia paraense. Especialmente nesta época do ano, com a proximidade dos festejos do Círio de Nazaré, a procura pelos ingredientes aumenta, assim como pela maniva, base da maniçoba. 

De acordo com André Dias, secretário de Estado de Turismo (Setur), a gastronomia é um dos aspectos importantes para o setor. “Gastronomia é turismo. Restaurantes e bares são considerados atividades características do setor turístico, porque se fala de alimentação fora do lar e todo turista precisa se alimentar em algum restaurante quando está em deslocamento, em viagem", observa.

O titular da Secult ressalta que "a culinária para o Pará é ainda mais importante, porque ela atrai o turista. Ela tem esse papel de trazer pessoas de outros lugares para conhecer o nosso Estado, para conhecer a origem, os sabores, os produtos, consumindo in loco uma gastronomia diferente do que se encontra em qualquer outro lugar do mundo”.

Pedro Paulo Pinheiro, 48 anos, comercializa patos há 15 anos, na comunidade de Santo Antônio, em Benevides. “A minha produção este ano é de 500 patos, eu já tenho alguns clientes certos, mas a minha expectativa é dobrar essa produção neste período. O Círio é importante porque renova a nossa fé, além de poder agradecer pelas bênçãos. É também uma época que eu ganho uma renda extra com as vendas dos patos”, afirma o produtor rural. 

Para reforçar a atividade de produtores como o Pedro Paulo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) oferta apoio por meio da atuação dos extensionistas. “Eu comecei porque as pessoas começaram a procurar na feira onde eu trabalho. A assistência que a Emater oferece ajuda muito, eu recebo orientações sobre a vacinação e alimentação, além dos projetos para o financiamento”, pontua Pedro. 

Diretor técnico da Emater, Rosival Possidônio, explica que a instituição tem a função de prestar assistência técnica para os agricultores, principalmente o agricultor familiar.”Nossos técnicos ficam disponíveis para oferecer assistência técnica para as comunidades do meio rural. Todo o produtor da agricultura familiar que nos procura e quer receber as orientações de forma gratuita, nós ofertamos na gestão da propriedade, social e econômico para o desenvolvimento”, aponta. 

Cerca de 40 mil agricultores são atendidos pela Emater e recebem instruções sobre a cadeia produtiva, além da possibilidade de elaboração de um projeto para buscar financiamento junto aos bancos para desenvolver a produção do agricultor.

“Também procuramos facilitar a comercialização do produtor, procuramos inserir (os seus produtos) em todos os canais de comercialização para ajudar nas vendas. Uma delas são as feiras familiares  itinerantes, que ocorrem nos bairros e municípios. O nosso maior incentivo é a comercialização e diminuição do número de tarifadores, entre quem produz e quem consome, por isso, trabalhamos na parte de organização das feiras para desenvolver e facilitar a comercialização dos produtos”, acrescenta Rosival.

Por Dayane Baía (SECOM)