Empresários conhecem cenário atrativo para instalação de negócios no Pará

02/09/2020 20h45 - Atualizada em 03/09/2020 09h50
Por Raiana Coelho (SEDEME)


Representantes da Fio Forte Industria de Cosméticos e da Padre Liberio Embalagens, duas empresas do Sudeste do Brasil que atuam nos setores de cosméticos e embalagens plásticas, foram recebidos por representantes de órgãos do governo do Estado, nesta quarta-feira (2), na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), para conhecer as oportunidades de negócios no Pará. Ambas têm interesse de se instalar em Joanes, município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó.

A visita foi mediada pelo secretário adjunto da Sedeme, Carlos Ledo. O coordenador da Diretoria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviço da secretaria, Mauro Barbalho, e o secretário Operacional da Política de Incentivo, Danilo Gonçalves, participaram do encontro, no qual foram apresentados os incentivos fiscais do Pará voltados à indústrias instaladas na região marajoara.

Entre os incentivos estão a possibilidade de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no fornecimento, em operações internas, de insumos, e na energia elétrica usada no processo produtivo, graças a decreto governamental de março deste ano. Também foram apresentados os benefícios e apoios institucionais que poderão ser acessados pela empresa de acordo com a legislação estadual e com alguns critérios básicos, como agregação de valor, empregos diretos, inovação e sustentabilidade.

Potencial - “Esta demanda é de extrema importância, uma vez que tem total consonância com a expectativa do governo em gerar mais emprego e renda para o Marajó, tendo em vista o interesse das empresas de se instalar na região e ainda fomentar a industrialização de insumos regionais”, disse Carlos Ledo.

“Os projetos têm grande potencial e estão alinhados às diretrizes do governo estadual para o desenvolvimento econômico, atendendo o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva baseada na biodiversidade, com tecnologia e sustentabilidade”, explicou o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina, que participou do encontro em nome da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), cuja missão é atrair investimentos para o Estado e gerenciar os distritos industriais.

O diretor ponderou ainda que, para além da produção de matéria-prima, uma das principais diretrizes do Governo do Pará no campo econômico é industrializar a produção. Por isso, ele avalia com significativa importância a implantação das duas fábricas em território paraense.

Serviços - Como agente financeiro local, o Banco do Estado do Pará (Banpará) apresentou ao grupo empresarial mineiro o suporte financeiro e as carteiras de serviço, crédito e fomento, comercial e de câmbio disponível às empresas que pleiteiam abrir negócio no Marajó. “Nossas ferramentas são destinadas a atender tanto o pequeno produtor rural, que cede a matéria-prima às indústrias, quanto o grande, que nesse caso são as empresas aqui presentes”, detalhou a gerente geral da agência empresarial em Belém, Dalila de Sousa. Ela também reforçou o papel do Banpará como estimulador financeiro a fim de viabilizar essa integração público-privada dentro do Pará.

 A Fio Forte Indústria de Cosméticos, fábrica com 12 anos de atuação, trabalha com extratos para a produção de óleos essenciais da Amazônia e de produtos derivados da ilha marajoara. O CEO da empresa, José Antônio de Almeida Andrade, diz que a relação com o Pará já é antiga e estratégica. “Já usamos compostos químicos de origem paraense, mas atualmente são adquiridos de terceiros, o que onera o produto final”. O executivo também manifestou a satisfação que vem sentindo durante as tratativas.

Para Roberto Silva, produtor de embalagens plásticas da Padre Liberio Embalagens, o Estado mostra um cenário de negócios de jovialidade e proatividade, com interesse no desenvolvimento. “As possibilidades de trazermos nosso trabalho para o Pará são boas. Os incentivos ao empresário hoje são fundamentais. Já temos o principal, que é o consumidor. Agora precisamos avaliar a forma de implementar a chegada de insumo e quantidades. Achei fantástico o cenário local”.