Com incentivo do governo e parcerias, produção de mandioca em Inhangapi deve aumentar 25%

Atualmente, 800 famílias mandiocultoras são atendidas pela Emater no município

08/07/2020 14h44 - Atualizada em 08/07/2020 19h19
Por Aline Miranda (EMATER)

A partir de um pacote de incentivos multi-institucional, a produtividade do plantio de mandioca em Inhangapi, no nordeste do Pará, pode aumentar cerca de 25% nos próximos anos. A estimativa é baseada na parceria entre o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a prefeitura da cidade, no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), com o apoio de diversas instituições, como a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), e de entidades civis, como os Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e de Produtores Rurais (SPR). 

Iniciativas como tratos culturais adequados, crédito rural, dias de campo e capacitação contínua vêm, a cada dia, estabelecendo a cadeia produtiva da mandioca como uma das principais fontes de alimentação e renda do município. Um projeto específico da Emater, Conselho Municipal, Semagri e Sindicatos já vem preparando 227 hectares para 250 famílias aplicarem tecnologias, com acompanhamento rigoroso. 

Cenário

Atualmente, a Emater atende 800 famílias mandiocultoras, que produzem sobre cerca de 1,6 mil hectares - desses, 40% já mecanizados. A produtividade por hectare gira em torno de 15 toneladas por ano. A produção total é de 12 mil toneladas em 12 meses. Além da mandioca em si, derivam-se outros itens, como a farinha d’água, farinha de tapioca, goma de tapioca e tucupi’. 

“A mandioca é fundamental na economia, na cultura, na sociedade de Inhangapi. É uma mola propulsora. É alimento na mesa, é geração de renda, é desenvolvimento sustentável para o município e para a região”, diz o chefe do escritório local da Emater em Inhangapi, o técnico em agropecuária Luiz Augusto Góes. 

Por meio de projetos elaborados pela Emater, muitos dos agricultores já são financiados pelo Banco da Amazônia (Basa) dentro das linhas B e Mais Alimentos, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Amazônia Florescer, sob contratos individuais que variam de R$ 1 mil a R$ 20 mil.