Governo do Pará entrega estúdio público de gravação na Fundação Cultural do Pará, em Belém
Espaço “Paulo André Barata” amplia acesso à produção musical e integra programação dos 40 anos da FCP
O Governo do Pará entregou, nesta sexta-feira (13), o Estúdio de Gravação “Paulo André Barata”, na sede da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP), em Belém. O novo espaço foi criado para ampliar o acesso de artistas a ambientes profissionais de produção musical, incentivando a criação, gravação e difusão de obras no Estado. A iniciativa integra a programação comemorativa pelos 40 anos da Fundação.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural do Pará, Thiago Miranda, o estúdio fortalece a cadeia produtiva da cultura no Estado ao oferecer estrutura profissional para artistas que, muitas vezes, não têm acesso a esse tipo de equipamento.
“A Fundação Cultural do Pará segue cumprindo sua missão de fortalecer a cadeia produtiva da cultura paraense, por meio de políticas culturais inclusivas e descentralizadas. A inauguração do estúdio Paulo André Barata foi feita para ampliar o acesso a espaços de produção musical, incentivar a criação, gravação e difusão de obras, além de valorizar a diversidade de gêneros, estilos e linguagens musicais de nosso Estado. Nosso objetivo é democratizar o acesso à produção musical, especialmente para quem não tem condições de arcar com os custos de estúdios comerciais”, afirmou.
A secretária de Estado de Cultura, Úrsula Vidal, destacou que o novo espaço representa um importante incentivo à produção artística local.
“Os artistas paraenses ganharam um grande presente com este estúdio. Um espaço que vai garantir a qualidade da gravação e do registro de criações musicais de nossa gente, que faz deste Estado um dos mais ricos, mais vibrantes e mais originais na sua produção musical”, declarou.
Estrutura profissional
Projetado sob rigorosos padrões de engenharia acústica, o estúdio oferece estrutura técnica alinhada às exigências do mercado fonográfico internacional. O ambiente foi planejado para garantir qualidade sonora e conforto aos artistas durante o processo de criação e gravação.
“Cada detalhe do ambiente foi planejado para priorizar o bem-estar do artista. Da iluminação cênica ao design de interiores, o estúdio oferece uma atmosfera imersiva que acolhe o talento e minimiza as distrações externas”, detalhou Thiago Miranda.
O acesso ao estúdio será feito por meio de edital de chamamento público, que será publicado no Diário Oficial do Estado. Poderão participar artistas solo, bandas e coletivos musicais de diferentes estilos e vertentes.
Os projetos selecionados terão acesso gratuito à estrutura do estúdio, conforme cronograma definido pela Fundação Cultural do Pará. O edital terá validade de 12 meses, permitindo a convocação de artistas ao longo de um ano, de acordo com a disponibilidade do espaço e o equilíbrio entre as categorias musicais.
As inscrições serão gratuitas. Entre os critérios de seleção estão qualidade artística, relevância cultural, originalidade e diversidade estética. O resultado será divulgado nos canais oficiais da FCP.
Homenagem
O estúdio homenageia o compositor paraense Paulo André Barata, reconhecido como um dos maiores nomes da música produzida no Estado. Sua obra é considerada patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Pará.
Nascido em Belém, o artista faleceu em setembro de 2023, aos 77 anos. Paulo André Barata é autor de clássicos da música paraense, como “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua”, canções que ganharam projeção nacional na voz da cantora Fafá de Belém.
Programação cultural
Após a entrega do estúdio, a programação de aniversário da Fundação Cultural do Pará continuou no Teatro Margarida Schivasappa. A celebração marcou também o retorno de um dos instrumentos mais emblemáticos do acervo da instituição: um piano de cauda Steinway modelo D, fabricado em Hamburgo, na Alemanha, na década de 1960, considerado um dos modelos mais prestigiados do mundo para concertos.
O instrumento voltou a ser utilizado após passar por um processo completo de restauração que durou cerca de nove meses. A apresentação contou com músicos paraenses e show do cantor e pianista Flávio Venturini.

