Pará apresenta os potenciais para investimentos sustentáveis na COP 25

Helder Barbalho abriu os debates, destacando as atividades econômicas ligadas à sustentabilidade, como o agronegócio

10/12/2019 10h05 - Atualizada em 12/12/2019 10h53
Por Larissa Noguchi (SECOM)

Governador do Pará enfatizou as peculiaridades do Estado para autoridades e investidores da causa ambientalNesta terça-feira (10), dando continuidade à agenda em Madri, na Espanha, na 25ª Conferência do Clima, da ONU, governadores da Amazônia Legal discutiram propostas que promovam o desenvolvimento sustentável da região no Consórcio Interestadual de Sustentabilidade e Desenvolvimento da Amazônia. Helder Barbalho iniciou o debate falando sobre as atividades econômicas que estão diretamente ligadas à sustentabilidade, como o agronegócio.

“O Pará possui o maior PIB da região e tem como atividade principal o agronegócio, leia-se a pecuária, onde temos o quarto maior rebanho bovino do Brasil, o maior rebanho bubalino do país. Mas isto está aquém de onde podemos chegar sem desmatar” - governador do Pará, Helder Barbalho. 

O encontro de governadores, que ocorre no terceiro dia de agenda em Madri, também contou com a participação de investidores da causa ambiental, com o objetivo de atrair recursos para a defesa da floresta. Na oportunidade, o governador do Pará apresentou o Territórios Sustentáveis e o Fundo da Amazônia Oriental, lançado em outubro deste ano. O Fundo surge para fomentar um modelo de desenvolvimento socioeconômico sustentável, que promova a conservação ambiental no estado do Pará, a partir de investimentos nacionais e internacionais.

Objetivo foi propor saídas sustentáveis e atrair recursos para a causa ambientalOs governadores puderam expor as peculiaridades de seus estados para os investidores internacionais e nacionais presentes, com o objetivo de firmar novas parcerias. Helder Barbalho destacou a extensão territorial do Pará e a preocupação de desenvolver sem devastar a floresta e os povos tradicionais.

“De 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia legal, 8,5 milhões vivem no Pará, que tem a segunda maior população indígena e a maior população de povos tradicionais quilombolas. Falo isto porque o Pará tem o compromisso com os povos tradicionais, tem compromisso com direitos e preservação cultural e políticas de compatibilidade daqueles que, a partir de suas origens, colaboraram para o crescimento do nosso estado”, defendeu Helder Barbalho.

A participação do Pará na Conferência do Clima (COP 25) segue até esta quarta-feira (11).

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