Construção de aeroportos e readequação do Brigadeiro Protásio é debatida

11/06/2019 18h17 - Atualizada em 13/06/2019 11h00
Por Carol Menezes (SECOM)

Pleito constante desde sua gestão à frente do Ministério da Integração Nacional, o governador Helder Barbalho se reuniu nesta terça-feira (11), em Brasília (DF), com a presidência da Infraero para tratar de parcerias que possibilitem a conclusão dos aeroportos de Breves, Paragominas, Itaituba e Redenção, bem como para tratar da readequação do Aeroporto Brigadeiro Protásio, em Belém. Em seguida, já durante a noite, ele discutiu o assunto com o secretário de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, ainda na capital federal. A intenção do chefe do Executivo Estadual é levar, posteriormente, os prefeitos dos quatro municípios à Infraero para reforçar a necessidade dessas intervenções.

Com representantes da Infraero, Helder discutiu, entre outros assuntos, a conclusão dos aeroportos de Breves, Paragominas, Itaituba e Redenção

"No caso de Breves, estamos falando de 400km, 300km sem qualquer alternativa e sem nenhuma operação noturna no Marajó. A alternativa de deslocamento é hidroviária, então em qualquer situação de emergência, não há o que fazer. Já há duas pistas faltadas, faltaria apenas adequação e ampliação. Paragominas atenderia a região Nordeste do Estado, enquanto que Itaituba, que também já opera, seguiria acompanhando o crescimento da BR-163 e do crescimento do setor portuário, por conta da escoação de soja", destacou Helder. Participaram deste encontro a presidente da Infraero, Martha Seillier e Thiago Pereira Pedroso, diretor de Negócios Comerciais.

Sobre o Brigadeiro Protásio, onde funciona o Aeroclube de Belém, Helder destacou a necessidade de liberação da área para sua integração ao planejamento de crescimento urbano. As operações que hoje são feitas ali passariam a ser feitas no próprio Aeroporto Internacional de Val de Cans, também na capital paraense.

Governador pretende liberar a área do Aeroporto Brigadeiro Protásio, onde funciona o Aeroclube de Belém, e concentrar operações no de Val de Cans

"A localização deste aeroporto é em área extremamente nobre, sensível à redefinição urbana da capital", justificou o governador. "As demandas do Brigadeiro Protásio poderiam ser feitas no Aeroporto Internacional mediante algumas intervenções. Inclusive o Estado se disporia a fazer essas intervenções, assim possibilitando a revisão do perfil tanto da área do Protásio quanto do próprio Internacional - que em parte do dia está obsoleto e poderia ser enquadrado para absorver essas menos de 20 operações hoje realizadas no Aeroclube", sugeriu.

Helder reconheceu que a permanência do aeroclube nas condições atuais não interessam nem sob o aspecto econômico para a Infraero e nem para o planejamento de crescimento da capital. "Belém precisa de áreas de convivência, que possam se adequar ao projeto em vista. Temos a expectativa de estabelecer de maneira formal esta discussão, no intuito de ouvir a Infraero sobre como avançar nesse tema", concluiu.

Contrapartida - Com Glanzmann, o governador reforçou a importância de abrir um espaço de mais de 900 mil metros quadrados a uma utilização mais adequada às perspectivas de integração da cidade a áreas de lazer, de convivência e de mobilidade urbana. O secretário de Aviação Civil concordou que a capital não possui uma demanda que justifique a manutenção de dois aeroportos, ainda mais sendo um tão fisicamente próximo ao outro, ao que Helder confirmou o prejuízo do Aeroporto Brigadeiro Protásio de R$ 2 milhões anuais a Infraero.

Os serviços atualmente em operação no Aeroclube, de táxi aéreo, monomotor, bimotor, aeromédico e transporte de valores, se confirmada a mudança, passariam a ocorrer pela parte da manhã em Val de Cans, que tem um movimento praticamente nulo entre as 7h e o início da tarde.

Helder antecipou a intenção de criar, mais à frente, um novo aeroclube, na Região Metropolitana de Belém, de modo que as operações em Val de Cans seriam temporárias.

"Em paralelo, partindo do princípio da Infraero, da SAC e do Governo do Estado de reforçar as operações comerciais no aeroporto internacional, a ponto de tornar Belém uma nova entrada de quem vem da Europa e dos Estados Unidos, a ideia é prospectarmos uma nova área na RMB, de preferência uma que estivesse degradada e na qual pudéssemos criar uma nova alternativa econômica", sinalizou.