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CÍRIO 2026

Governo do Pará garante atendimento especial em romaria para pessoas com deficiência

Sespa montou estrutura com água, lanche, abafadores de ruído e ambulância na 4ª Romaria da Acessibilidade

Por Governo do Pará (SECOM)
24/10/2026 13h01
Romaria teve entrega de entregues abafadores de ruído e cordões de identificação para que devotos participassem

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), participou da quarta edição da Romaria da Acessibilidade, a décima segunda procissão oficial da Festividade de Nazaré, realizada na manhã deste sábado (24), em Belém.

A Coordenação Estadual da Pessoa com Deficiência (Ceped) e a Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (Cepa), vinculadas à Sespa, montaram um ponto de apoio para os romeiros na Avenida Nazaré. A iniciativa, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), incluiu a distribuição de água e lanches para os romeiros e a manutenção de uma equipe médica, com o apoio de ambulância do Samu, para emergências, e equipes multiprofissionais para o atendimento a pessoas neurodivergentes, conforme suas necessidades.

Foram entregues abafadores de ruído e cordões de identificação, para permitir que devotos com deficiência participassem da homenagem à Nossa Senhora de Nazaré.

“Realmente, é um momento único pra nós, pessoas com deficiência, estarmos juntos e mostrando a nossa devoção a Nossa Senhora de Nazaré, pedindo pra ela que nos ajude dentro dessa política de saúde. Que a gente possa sempre evoluir e, juntos, possa pedir a nossa proteção de saúde. É um momento de muita emoção, e que Nossa Senhora de Nazaré continue nos abençoando”, disse Iracy Tupinambá, titular da Ceped.

Nathalia Galdino, gestora da Cepa: ″É um momento ímpar″

“É um momento muito importante, momento muito ímpar, em que todas as pessoas com deficiência também podem participar da romaria de uma forma adaptada. Nós estamos aqui, enquanto Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, fazendo parte desse momento, vindo com a nossa equipe multiprofissional e trazendo recursos adaptados para fazer atendimentos imediatos, caso alguém se desregule durante a procissão”, informou Nathalia Galdino, gestora da Cepa.

“Essa parceria é fundamental, porque o Tribunal também trabalha em prol da inclusão, da acessibilidade. Esperamos que a parceria continue por muitos anos, e que cresça cada vez mais”, destacou Aila Seguin, da Comissão de Acessibilidade do Tribunal de Contas do Estado.

Aila Seguin (centro) e Ana Gillet, da Comissão de Acessibilidade do TCE, com Mirlei Borges da Sespa (esquerda)

Atendimentos em toda a procissão

Em parceria com a Prefeitura de Belém, via Secretaria Municipal de Inclusão e Acessibilidade (Semiac) e Secretaria Executiva da Primeira Infância e do Desenvolvimento Infantojuvenil (Sepidi), profissionais do Governo do Pará montaram três equipes móveis, que acompanharam a procissão, fornecendo atendimento especializado para pessoas com deficiência, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), entregando mapas do percurso, pranchas de comunicação aumentativa alternativa (CAA) para pessoas com necessidades complexas de comunicação e abafadores de ruído.

“Estamos fazendo essas entregas em parceria com a Prefeitura de Belém. Tudo isso é para que as pessoas com deficiência possam se sentir o mais confortável possível, e terem seus direitos respeitados ao participar deste momento de fé”, acrescentou Nathália Galdino.

“É um momento muito importante, quando a gente consegue se unir e fazer esse acompanhamento e colaborar com a acessibilidade, para poder proporcionar um ambiente mais acolhedor para as pessoas com deficiência poderem proferir sua fé nesse momento tão simbólico. É por isso que estamos trazendo instrumentos para, junto com o Estado, estarmos aptos a atender à população em suas necessidades”, disse Juliana Menezes, secretária da Primeira Infância de Belém.

A Romaria da Acessibilidade foi criada em 2023 para atender aos romeiros que queriam participar das homenagens a Nossa Senhora, mas, por terem algum tipo de deficiência, tinham receio de acompanhar as procissões por conta do longo trajeto e do número de participantes do Círio, realizado no segundo domingo de outubro.

Área apropriada

O servidor público Afonso Vilhena, pai atípico, acompanhou a romaria ao lado da filha Ana Clara, 12 anos. “Eu acho muito importante ter uma romaria para as pessoas com deficiência. Na procissão do segundo domingo de outubro é muito barulho, muita gente. Fica complicado. É muito melhor vir em uma procissão dessa, que é própria pra eles, onde todo mundo entende o lado do outro. Em uma procissão geral, eles não vão saber que a minha filha tem mais necessidades. Ela não seria tratada como está sendo tratada aqui na Romaria da Acessibilidade”, disse Afonso Vilhena.

O servidor público Afonso Vilhena e a filha Ana Clara

Ana Clara, que tem TDAH e está em investigação para TEA, concorda com o pai. “Essa é a segunda vez que estou vindo para a romaria. Aqui não tem comparação com as outras procissões, onde todo mundo fica em cima do outro. Pra mim, aqui é muito melhor. Viva Nossa Senhora!”, disse a menina.

Para Amaury Sousa, presidente da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência, o momento é de união, fé e inclusão. “Esta romaria inclusiva é importante para dar oportunidade a todas as pessoas que não têm condições de acompanhar o Círio, no segundo domingo de outubro, de acompanhar esse grande evento religioso. A presença do Estado, e a parceria com o TCE, foi justamente pra demonstrar nossa fé e o nosso respeito a Nossa Senhora de Nazaré”, ressaltou.

Amaury Sousa, presidente da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência: momento de fé e inclusão

Fé, acolhimento e confraternização

O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) também participou da 4ª Romaria da Acessibilidade, com a presença de profissionais, usuários e familiares, que se uniram aos demais participantes em um momento de fé, acolhimento e confraternização.

A participação reforçou a importância de promover inclusão e assegurar que pessoas com deficiência e seus familiares tenham a oportunidade de vivenciar plenamente as manifestações religiosas, com respeito, acessibilidade e pertencimento.

Texto: Ingo Müller / Ascom Sespa