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Semas inicia oficinas para avaliar resultados de quatro anos do Plano Estadual de Bioeconomia

Encontros no Parque de Bioeconomia analisam impactos da política pública que já mobilizou R$ 1 bilhão e impulsionou o setor socioambiental no Pará

Por Governo do Pará (SECOM)
16/10/2026 17h27

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) deu início, nos dias 14 e 15 de outubro, às Oficinas Temáticas de Avaliação Executiva do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio). Realizadas das 9h às 17h, no Laboratório Vivo do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, as rodadas de trabalho reuniram órgãos estaduais, entidades parceiras e lideranças para balizar os resultados de quatro anos de implementação da política pública e planejar a revisão do plano para os próximos ciclos.

A trajetória de consolidação da política pública e a necessidade de engajamento contínuo foram sublinhadas pela secretária-adjunta de Bioeconomia e Biodiversidade da Semas, Camille Bemerguy, que destacou o legado construído pelas equipes e parceiros regionais.

“O legado da política está em cada um de vocês que vem trabalhando com essa agenda. Abracem sempre essa pauta para mostrar a sua importância e os resultados alcançados. A bioeconomia é uma agenda positiva de transformação econômica e social que precisa ser consolidada” defendeu Camille.

Projetando o futuro da bioeconomia no Estado, Camille defendeu a transparência e a continuidade das ações em escala. “Daqui a mais alguns anos, que a gente tenha uma nova celebração, talvez dos dez anos do PlanBio, com transformações significativas, vendo este parque produzindo novos produtos, vendo os territórios fortalecidos, estruturas de crédito e financiamento adequadas para a população, e a bioeconomia avançando de forma consolidada como uma agenda econômica de desenvolvimento, e não só como um conjunto de projetos isolados", concluiu.

Plano estratégico

Lançado na COP 27, o PlanBio integra a estratégia climática do Pará e consolida o Estado como líder da bioeconomia na Amazônia Legal, concentrando 78% do setor e movimentando R$ 10 bilhões por ano no PIB. Em quatro anos, a política mobilizou R$ 1 bilhão em ações diretas, beneficiou 412 mil pessoas e apoiou 5,5 mil negócios, impulsionando um crescimento de 160% no ecossistema de startups e viabilizando R$ 600 milhões em obras estruturantes, dentre elas o Parque de Bioeconomia e Inovação.

Durante a abertura das atividades, a diretora de Bioeconomia da Semas, Mariana Oliveira, enfatizou os números e a relevância econômica e territorial do plano para a região.

"Possuímos condições econômicas, históricas e uma megabiodiversidade: 78% da bioeconomia na Amazônia Legal está no Pará. Já temos estimado mais de 10 bilhões de reais anuais de contribuição para o PIB a partir dessa cadeia. Além disso, 60% da renda gerada pela bioeconomia fica no próprio local, impulsionando o desenvolvimento territorial, com 438 mil empregos gerados e mais de 4 mil bioindústrias em ativação no Estado. Portanto, estamos falando de algo que já existe e é real", destacou Mariana Oliveira.

Parque de Bioeconomia, no Complexo Porto Futuro

A transversalidade do PlanBio no planejamento orçamentário do Estado também foi lembrada por Rafael Cruz, servidor da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), ao pontuar o amadurecimento institucional do programa nos últimos anos.

"Eu acompanhei o PlanBio desde o seu nascimento, quando ainda era uma ideia dentro de uma diretoria da Semas, e vi como ele foi criando robustez junto com a equipe e os executores, até se tornar algo tão grande e estruturado que hoje guia o planejamento estadual. Em quatro anos, alcançar esse tipo de estrutura e de entregas é algo que deve ser muito celebrado", avaliou Rafael Cruz.

As oficinas terão continuidade nos dias 28 e 29 de outubro, para concluir esse ciclo e finalizar essa etapa de avaliação dos cinco anos de PlanBio.

Texto e Fotos: Lucas Maciel/ Ascom Semas